Sociedade | 22-01-2023 15:00

Professores em protesto deixam milhares sem aulas

Professores em protesto deixam milhares sem aulas
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Professores e pessoal não docente do Agrupamento de Escolas da Castanheira do Ribatejo fizeram greve e manifestaram-se à porta da escola

Docentes concentraram-se à porta das escolas no concelho de Vila Franca de Xira à semelhança do que aconteceu um pouco por toda a região, fizeram um cordão humano e entregaram uma carta aberta ao município.

A luta dos professores continua por toda a região e pelo país e em Vila Franca de Xira deixou milhares de alunos sem aulas na última semana e os protestos vão continuar. Na manhã de segunda-feira, 16 de Janeiro, os professores do Agrupamento de Escolas do Forte da Casa realizaram um cordão humano e concentraram-se, juntamente com docentes do Agrupamento de Escolas Pedro Jacques Magalhães, de Alverca do Ribatejo, em frente à Câmara de Vila Franca de Xira, onde entregaram uma carta aberta ao presidente do município.
Falta de progressão na carreira, congelamento de salários há seis anos e municipalização da selecção de professores são alguns dos pontos mencionados na missiva que precisam de solução urgente. O objectivo dos docentes é que o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, faça chegar a carta aberta ao ministro da Educação. É também pedido o reforço na formação de pessoal de apoio técnico nas escolas, a necessidade de reforço de assistentes operacionais nas escolas e uma valorização nas carreiras do pessoal docente.
Beatriz Catrola, professora de Português no Agrupamento Pedro Jacques Magalhães, de Alverca, lamenta que haja cada vez menos jovens a optar pela carreira docente e fala de casos em que os colegas precisam de se deslocar diariamente mais de cem quilómetros para poderem dar aulas.
Na manhã de terça-feira, 17 de Janeiro, também os professores e pessoal não docente do Agrupamento de Escolas da Castanheira do Ribatejo fizeram greve e manifestaram-se à porta da escola. Vítor Zabumba, professor de Educação Física, explica a O MIRANTE que o protesto não teve ligações sindicais e que o objectivo foi alertar para a degradação das condições de trabalho. “Temos falta de recursos, professores, tempo para estar com os alunos, trabalho e burocracia em excesso. Chegou a hora de mudar”, apela. O envelhecimento da classe ao serviço também preocupa os docentes. “Temos aqui colegas com 60 anos, perfeitamente esgotados, com doenças oncológicas e a trabalhar. E o ministro está a borrifar-se para isto”, critica.

Alunos acompanham protesto em Almeirim
Professores manifestaram-se ao início da manhã de terça-feira, 17 de Janeiro, junto à entrada da Escola Secundária Marquesa de Alorna, em Almeirim, em mais uma acção de protesto das muitas que a classe docente tem levado a cabo nos últimos meses. “Em defesa da escola pública”, “Somos professores, damos formação, merecemos respeito do ministro da Educação”, “A Educação é o futuro da Nação” eram algumas das mensagens escritas em cartazes empunhados pelos manifestantes. A acção foi acompanhada por dezenas de estudantes que não tiveram aulas devido à manifestação.

Professores concentraram-se em protesto junto à entrada da Escola Secundária Marquesa de Alorna, em Almeirim
Docentes do Agrupamento de Escolas Pedro Jacques Magalhães em frente à Câmara de Vila Franca de Xira onde entregaram uma carta aberta ao presidente do município

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