Meio milhão de euros para ajudar quem sofreu com as cheias de Dezembro em VFX

Município de Vila Franca de Xira anunciou 500 mil euros para dar uma primeira resposta a quem sofreu danos materiais no final do ano passado por causa das cheias e do mau tempo. Prejuízos totais apurados são de 9 milhões e 200 mil euros.
O município de Vila Franca de Xira não vai esperar pela chegada dos apoios do Governo e anunciou na última semana um programa de emergência para apoiar já quem sofreu danos materiais relevantes nas cheias de Dezembro. O pacote financeiro tem o valor de meio milhão de euros. A verba destina-se a financiar perdas que não vão ser co-financiadas pelo Estado ou pelas seguradoras.
O anúncio foi feito pelo presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, na última reunião de câmara, onde revelou que a estimativa total dos custos sofridos no concelho com as intempéries foi de 9 milhões e 200 mil euros. A maioria dos estragos foi sentido em infraestruturas e equipamentos municipais, mas houve também danos avultados em habitações e actividades económicas, com prejuízos a rondar os 600 mil euros.
A ideia da câmara é acelerar os apoios enquanto não chega o dinheiro do Governo. “Ainda esta semana estive numa nova reunião com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e os restantes presidentes da Área Metropolitana de Lisboa para irmos afinando este processo”, informou Fernando Paulo Ferreira. O fundo de apoio é apenas para danos comprovados que se inscrevam no quadro legal a que os municípios estão obrigados e a proposta do programa de emergência vai a discussão e aprovação na reunião de câmara agendada para 25 de Janeiro.
A cidade de Alverca foi das mais afectadas pelas cheias causadas pela chuva intensa. Apartamentos inundados, garagens com água até ao tecto, carros submersos e lojas de comércio inundadas foram alguns dos cenários vividos nas madrugadas de 7 e 13 de Dezembro. Tal como O MIRANTE noticiou, os casos mais complicados foram vividos na zona do Brejo, onde a água galgou a Ribeira da Silveira e inundou nove automóveis que estavam dentro de garagens, incluindo dois da Associação para a Integração de Pessoas com Necessidades Especiais.
Nem o estaleiro da Junta da União de Freguesias de Alverca e Sobralinho escapou às inundações, ficando alagado com mais de metro e meio de água, o que causou estragos em seis viaturas, na varredora mecânica, colunas de som e material de carpintaria, serralharia e pintura. O Governo pediu um levantamento dos danos totais em todos os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa que foram afectados até 15 de Janeiro, para agilizar mecanismos de apoio à comunidade, como foi pedido pelas autarquias.
Em apenas seis dias, a Protecção Civil Municipal registou 175 ocorrências em todo o concelho, entre inundações, situações de movimentos de terras e deslizamentos, limpeza de vias, quedas de árvores e quedas de estruturas. No dia 8 de Dezembro seis pessoas ficaram desalojadas e tiveram de ser temporariamente instaladas em habitações municipais.