Sociedade | 28-01-2023 07:00

Diocese de Santarém identifica alojamentos para Jornadas Mundiais da Juventude

Cerca de 400 espaços e 216 famílias da região vão acolher jovens participantes na Jornada Mundial da Juventude, que decorre em Agosto, em Lisboa.

A Diocese de Santarém identificou, até ao momento, 393 espaços e 216 famílias disponíveis para acolherem jovens que participem na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorrerá em Agosto, em Lisboa, com a presença do Papa Francisco. O responsável pela Pastoral da Juventude da Diocese de Santarém, Ricardo Conceição, disse à agência Lusa que, sendo esta uma das três dioceses para acolhimento dos milhares de jovens esperados na JMJ (juntamente com Lisboa e Setúbal), tem vindo a desenvolver contactos com instituições e famílias, mas também sensibilizar, sobretudo os jovens, para o voluntariado. Com mais de 500 jovens envolvidos actualmente, a equipa precisa de crescer, salientou.

Segundo Ricardo Conceição, até ao momento foram contactadas câmaras municipais, escolas, bombeiros e clubes desportivos para alojamento colectivo, equipamentos que são inseridos na plataforma de logística da JMJ. Tem vindo também a ser feito um apelo a famílias para que se inscrevam para acolherem pelo menos dois jovens, disse, salientando que "não é preciso dar cama”, apenas “dar dois metros quadrados para cada jovem” dormir, uma casa de banho, o pequeno-almoço e, “se puderem ajudar também nos transportes, melhor ainda”.

O coordenador da JMJ na Diocese de Santarém apelou ainda sobretudo aos mais jovens, para se voluntariarem para acompanhar os peregrinos e a envolverem-se desde já na preparação do evento, pois “não falta muito tempo”. Ricardo Conceição disse esperar que o evento, pela sua dimensão e pelas dinâmicas que têm de ser criadas para lidar com tão elevado número de jovens, tenha um “efeito transformador”, levando a que um povo que tem a fama de acolher bem, mas, ao mesmo tempo, de não ser “muito organizado”, aprenda a trabalhar em conjunto e em equipa.

O padre salientou que, sendo um evento da Igreja Católica, a JMJ “não é fechada a jovens católicos”, sendo aberta a todos, tanto no voluntariado como na participação naquela que é “uma festa da Igreja” e “uma peregrinação com o Papa Francisco”. Todo o trabalho que tem vindo a ser feito e todo o que falta fazer permite “um alargamento de horizontes” aos que nele participam e, “quando chegar a altura”, mostrar que foi possível fazer "em conjunto", sem divisões “em capelinhas”, frisou.

A Jornada Mundial da Juventude foi instituída pelo Papa João Paulo II, em 20 de Dezembro de 1985, reunindo durante cerca de uma semana milhares de jovens de todo o mundo, os quais são acolhidos, na sua maioria, em instalações públicas (ginásios, escolas, pavilhões) e paroquiais ou em casas de famílias.

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