Sociedade | 31-01-2023 15:00

Transferência de utentes da Extensão de Saúde de Alcoentre para Manique motiva queixas

Deslocação para a localidade vizinha não agrada a alguns utentes, que entendem que podia ter sido encontrada outra alternativa enquanto a Extensão de Saúde de Alcoentre se encontra encerrada para obras.

Município de Azambuja está a assegurar o transporte e diz que a hipótese de consultas no quartel dos bombeiros não foi aceite.

O encerramento provisório da Extensão de Saúde de Alcoentre está a motivar queixas de alguns utentes que não compreendem o porquê de terem que se deslocar a Manique do Intendente para terem consultas ao invés de ser o médico a fazer essa deslocação e prestar atendimento num espaço alternativo naquela freguesia. O descontentamento foi levado à última reunião do executivo da Câmara de Azambuja pela vereadora do Chega, Inês Louro, que questionou se foi equacionada alguma alternativa que evitasse a deslocação dos utentes.
O presidente do município, Silvino Lúcio (PS), e a vereadora com o pelouro da Saúde, Ana Coelho (PS), explicaram que a primeira hipótese em cima da mesa foi a de pôr o serviço a funcionar temporariamente no quartel dos Bombeiros de Alcoentre, mas tal não foi aceite pela coordenadora do centro de saúde. Em causa esteve a falta de salas disponíveis para, além do gabinete médico, instalar um gabinete de enfermagem, zona administrativa e sala de espera para acomodar os utentes.
Também o vereador do PSD, Rui Corça, considerou que não faz sentido deslocar “uma massa enorme de utentes” em vez de serem criadas condições para que o serviço pudesse continuar em Alcoentre. “Se calhar não se procurou o suficiente” mas “é uma prática comum neste nosso SNS falido, a de não colocar os serviços a funcionar localmente e andar a transportar utentes de um lado para o outro. Se um dia se fizerem as contas vai-se perceber que se gastou mais dinheiro a deslocar utentes do que a resolver as questões em cada local”, afirmou.

Consultas só para baixa e receituário
A Extensão de Saúde de Alcoentre, recorde-se, encerrou portas a 9 de Janeiro por decisão da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que se compromete a fazer obras de requalificação no edifício onde as infiltrações de água, nomeadamente no gabinete médico, perturbavam o normal funcionamento da unidade. A empreitada, segundo o presidente do município, está orçada em 250 mil euros mas ainda não se sabe quando irá arrancar.
Até à conclusão dos trabalhos os utentes daquela unidade podem deslocar-se duas vezes por semana – às terças e sextas-feiras - à unidade de Manique do Intendente e para tal podem usufruir de transporte gratuito assegurado pela Câmara de Azambuja. As consultas são apenas para renovação de baixa médica e receituário.

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