187 órgãos doados desde 2009 no Centro Hospitalar do Médio Tejo

Em 2022 o CHMT colheu nove órgãos para transplante – três fígados e seis rins – retomando o bom ritmo da actividade após o contexto da pandemia.
Desde 2009 a equipa de profissionais de saúde dedicada à causa da doação de órgãos do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) colheu 187 órgãos que vieram mudar o destino de muitas pessoas doentes que deles necessitavam. Do total de colheitas, três foram corações, que hoje batem no peito de alguém que estava entre a vida e a morte. No ano passado (2022) a instituição colheu nove órgãos para transplante – três fígados e seis rins – retomando o bom ritmo da actividade após o contexto da pandemia. Uma das pessoas fundamentais nesta matéria é Lucília Pessoa (na foto), médica intensivista da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente e responsável pela Coordenação Hospitalar de Doação do CHMT.
De acordo com os dados oficiais do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, havia cerca de 2.200 pessoas à espera de um órgão para transplante no final do primeiro semestre de 2022. A esmagadora maioria aguarda por um transplante de rim. Portugal ocupa, no entanto, um lugar de destaque a nível mundial com o quarto lugar em taxas de colheitas e transplantação de órgãos, logo após os EUA, Espanha e Estónia.
“A doação de órgãos, seja em vida ou após a morte, é um dos maiores actos de bondade entre seres humanos. Trata-se de um gesto altruísta que vai beneficiar seres humanos que necessitam de um transplante de um órgão para continuarem vivos ou para melhorarem de forma muito significativa a sua saúde e qualidade de vida”, afirma o CHMT em comunicado.