Sociedade | 22-02-2023 18:00

Em Alhandra a folia do Carnaval começa na montagem dos carros alegóricos

Em Alhandra a folia do Carnaval começa na montagem dos carros alegóricos
Meia centena de voluntários de Alhandra vai dar vida a desfiles que prometem muita animação e convívio

O Carnaval de Alhandra, promovido pela Sociedade Euterpe Alhandrense, é o Carnaval oficial do concelho de Vila Franca de Xira. Quem já o visitou sabe que tem ingredientes especiais que o diferenciam, a começar pelo espírito incansável dos voluntários que o organizam.

O Carnaval de Alhandra está de volta às ruas depois de dois anos suspenso pela pandemia e há muitas surpresas prontas a arrancar gargalhadas aos foliões. Desde Janeiro que meia centena de pessoas da terra já anda a tirar tempo das suas noites e fins-de-semana para, graciosamente, criar de raiz sete carros alegóricos para desfilar nos corsos marcados para domingo e terça-feira, 19 e 21 de Fevereiro, a partir das 15h00.
Com maior ou menor jeito para o bricolage toda a gente quer ajudar. Que o diga Jorge Aniceto, voluntário da comissão do Carnaval que martelou um dedo logo no primeiro dia. “Já inaugurei o Carnaval quando ajudava no carro dos reis”, conta a O MIRANTE com um sorriso. Vive em Alhandra há seis anos e é historiador na Câmara de Loures. “Nem sempre é fácil cativar pessoas para sair de casa à noite e nos seus tempos livres, vir aqui passar tempo ao frio a construir tudo. Mas fazemos isto por amor à terra, por respeito à Euterpe Alhandrense e é também uma forma de nos unirmos”, refere.
Finalmente a pandemia deu tréguas e já se sente no ar o entusiasmo de quem, durante dois anos, se viu privado da festa. “Não somos só economia. Estas coisas alegram-nos o espírito e por um momento esquecemos as contas que temos por pagar”, acrescenta Jorge Aniceto.

Amizade e camaradagem
Um dos rostos à frente da festa é António Tavares, 66 anos, aposentado que é também vice-presidente da Euterpe e um dos membros da comissão de Carnaval. “No Carnaval somos todos iguais e encontramo-nos aqui todos, amigos da terra e voluntários. Tudo o que as pessoas vão ver fomos nós que criámos e isso tem uma beleza especial”, conta. O trabalho começa no final de Dezembro mas geralmente é na recta final de Janeiro e em Fevereiro que a maioria do trabalho é feito. “António Silva, um dos nossos pintores, normalmente anda a acudir a emergências na véspera para ter tudo pronto. De sábado para domingo nem vai à cama”, confessa.
O Carnaval de Alhandra envolve uma despesa a rondar os 25 mil euros e por isso a ajuda da comunidade é determinante para que, no final, não fiquem contas por pagar. O município, a junta de freguesia e a Cimpor dão também uma ajuda. Além dos corsos, o Carnaval em Alhandra inclui os tradicionais bailes nos dias 18 e 20, a partir das 22h00, e o popular enterro do Entrudo com a leitura do testamento pelas ruas, na noite de quarta-feira de cinzas.
Paulo Prazeres e Nuno Chora são outros voluntários da comissão que O MIRANTE encontrou a ajudar a montar um carro alegórico. Dizem que a pandemia levou muitas pessoas a terem medo de aderir mas é precisamente por isso que a força de vontade tem de fazer a diferença. “É também pelas crianças e todos os que precisam de se divertir um pouco que fazemos tudo isto. A vida tem de continuar”, concluem.

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