Sociedade | 19-03-2023 18:00

Mulheres do Forte da Casa querem quebrar barreiras e lutar pela igualdade

Mulheres do Forte da Casa querem quebrar barreiras e lutar pela igualdade
Uma centena de mulheres juntaram-se na noite de sábado, 11 de Março, para um jantar de celebração no Forte da Casa

A sociedade ainda tem um caminho longo a percorrer rumo a uma verdadeira igualdade de género, consideram algumas mulheres que na noite de sábado se envolveram num megajantar comemorativo do Dia da Mulher no Forte da Casa, onde nem faltou o sorteio de lingerie.

As mulheres estão progressivamente a conquistar e afirmar o seu lugar na sociedade mas ainda há um longo caminho a percorrer rumo a uma verdadeira igualdade de género. A ideia é partilhada por algumas das mulheres envolvidas na organização do megajantar de celebração do Dia da Mulher que se realizou na noite de sábado, 11 de Março, no Clube Recreativo e Cultural do Forte da Casa (CRCFC) e que contou com a presença de uma centena de mulheres no salão da colectividade.
“Aos poucos, muito devagar, a sociedade vai começando a ver as mulheres de outra forma e vai-se vendo cada vez mais mulheres a liderar empresas de topo e isso é positivo. Mas ainda não está totalmente instituída essa figura da mulher líder ou presidente, por exemplo”, explica Ana Bayer a O MIRANTE. As mulheres são capazes de fazer “igual ou até melhor” que os homens, assegura Rute Luz, vice-presidente da secção cultural do clube. “As mulheres conseguem fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo. Somos mais organizadas e metódicas”, assegura. Rute Luz foi notícia no final do ano passado, recorde-se, por ter salvo várias crianças de um apartamento em chamas no Forte da Casa. “O Dia da Mulher é todos os dias”, reflecte Telma Silva, outra das mulheres envolvidas na organização do jantar. Tal como as colegas, garante nunca ter sido alvo de discriminação ou de atitudes censuráveis vindas do sexo oposto. “O maior desafio que as mulheres têm de enfrentar hoje em dia é o homem”, brincam.

Só ficou o “músico a gasóleo”
Os órgãos sociais do clube são um exemplo da diversidade de género, já que a maioria são mulheres. Todas ajudaram na noite do jantar, desde a cozinha ao encaminhamento das convidadas. Além de Rute Luz, Telma Silva e Ana Bayer também participaram na organização da festa Carmo Carrilho, Carla Pereira, Waleska Pimenta, Sónia Almeida, Carla Gomes, Cátia Pessoa e Cátia Duarte. O evento foi aberto apenas às mulheres e o único homem dentro da sala foi Luís António, “músico a gasóleo”, de Camarate, como o próprio se descreveu a O MIRANTE.
Para o músico, que toca em “casamentos, baptizados e divórcios”, estar no meio de tanta mulher não o intimidou. Luís António tem na esposa a mulher da sua vida e não tem dúvidas: “As mulheres são especiais e os homens sem elas seriam como um jardim sem flores”, disse antes de tocar um “Ai se eu te pego” que deixou a plateia em êxtase. Noite dentro ainda houve lugar a um sorteio malandro onde não faltou alguma lingerie picante.

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