Sociedade | 07-04-2023 15:00

Fecho da Opel ainda é ferida aberta 

Fecho da Opel ainda é ferida aberta 
Último turno saiu da fábrica da GM de Azambuja a 20 de Dezembro de 2006. fotoDR

O MIRANTE falou com dois operários da empresa que chegou a ser responsável por 0,8% do PIB.

Foi há quase duas décadas que a General Motors (GM) tomou a primeira decisão de encerrar a fábrica de Azambuja, fundada em 1963 e que produzia 300 carros por dia, empregava 1.107 trabalhadores directos (e outros 400 indirectos) e contribuía com 0,8% do Produto Interno Bruto Nacional. Um momento que ainda hoje provoca lágrimas e tristeza em centenas de pessoas e famílias de gente que ali trabalhou.
Após a decisão de fecho, em 2003, seguiu-se um longo e conturbado período negocial e tudo acabaria, definitivamente, às 23h10 de 20 de Dezembro de 2006, momento em que, pelas mãos de Nuno Sampaio, natural das Quebradas, saía o último automóvel da linha de montagem e a produção foi movida para Espanha. “Chorei no último dia. O pessoal tinha ido todo embora e ainda ficámos mais três dias a acabar o último carro. Eu, um inspector da qualidade, um electricista que já morreu e um colega da linha. Ainda hoje me emociono. Custou muito acabar o último dia”, conta a O MIRANTE, emocionado.

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