Sociedade | 11-04-2023 21:00

Mais de 7.500 pessoas continuam sem médico de família no concelho de Alcanena

Município de Alcanena quer criar Conselho Municipal de Saúde para criar conjunto de medidas de incentivo que levem médicos a fixar-se no concelho.

Mais de 7.500 pessoas no concelho de Alcanena continuam sem médico de família, o que corresponde a cerca de 63% da população. O assunto foi levantado pela oposição socialista na Câmara de Alcanena, em sessão camarária, com a vereadora Marlene Carvalho, que detém o pelouro da Saúde, a responder que vai ser criado um Conselho Municipal de Saúde para projectar um conjunto de medidas de incentivo que atraiam médicos para os centros de saúde de Alcanena e Minde.
A autarca explicou que actualmente estão nove médicos ao serviço nas Unidades de Saúde Familiares (USF) de Alcanena e Minde. Desses profissionais a maioria está em período de pós-reforma e outros em regime de prestação de serviço. “Os médicos estão a dar resposta às necessidades da população e o número de profissionais até é razoável. O problema é que os mesmos não se encontram no quadro, estando a maior parte em prestação de serviços ou com horário reduzido, não podendo assegurar a continuidade e segurança como médicos de família para o concelho”, sublinha Marlene Carvalho.
Há mais de seis meses que a população sem médico de família no concelho de Alcanena se situa nos 63%. A situação só pode ser revertida com o rejuvenescimento da equipa médica e também com um maior número de médicos no quadro de modo a poderem assumir esse papel de continuidade enquanto médicos de família. Marlene Carvalho sublinhou a importância de criar um Conselho Municipal de Saúde tendo em conta que o concelho necessita de se rodear de pessoas conhecedoras do território. “Só assim, com pessoas que percebam do que queremos criar, será possível começarmos a definir um plano estratégico de saúde para Alcanena. Para as pessoas se fixarem aqui é necessário que se sintam integradas, é preciso existir uma rede e um conjunto de trabalho”, esclareceu.
Uma das soluções, considera Marlene Carvalho, é passar as USF de modelo A para modelo B uma vez que os ordenados dos médicos são melhores e existem melhores condições. “No entanto, é necessário existir um grupo mínimo de médicos que veja o concelho de Alcanena como lugar para fixar a sua actividade profissional”, considera.

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