Sociedade | 28-04-2023 10:00

Vila Franca de Xira está de olho em Lisboa e quer distinguir-se pelas tecnologias

Fernando Paulo Ferreira está a cumprir o primeiro mandato como presidente da Câmara de Vila Franca de Xira

Esta é a frase que dá título à entrevista com Fernando Paulo Ferreira, que pode ser lida na edição semanal de O MIRANTE. O presidente da Câmara de VFX quer afirmar o concelho na área metropolitana como um bom local para investir e viver.

Um dos projectos que o está a deixar entusiasmado é o de fazer do concelho uma referência na criação de microalgas resolvendo o problema das emissões poluentes. O autarca a cumprir o primeiro mandato, desenvolve as suas estratégias com um olho no concelho e outro na Grande Lisboa, querendo afirmar Vila Franca de Xira na área metropolitana como um bom local para investir e para viver. Uma das suas apostas é a criação de habitação para jovens e classe média, mas também incentivando urbanizações de qualidade que cativem bons quadros profissionais. A outra é não permitir que o concelho deixe de ter espaços para receber empresas. Está empenhado em melhorar a circulação no concelho e a mobilidade entre este e a capital.


No primeiro ano de mandato as contas tiveram um resultado líquido negativo de 16 milhões. Agora tiveram 10 milhões de saldo positivo. Em que cortou? Não se trata só de poupança, mas de investimento captado para o concelho. Os bons resultados das contas resultam da actividade económica que conseguimos atrair.
Está a falar do aumento de receita em impostos municipais? Estou a falar de dois impostos em concreto: derrama e IMT. No ano passado conseguimos trazer para Castanheira o maior investimento logístico nacional de 2022, com o grande investimento da Montepino. E isso explica os excelentes resultados que conseguimos.
O concelho tem cada vez mais empresas ligadas à logística. Não deveria haver maior diversidade empresarial? Continua a haver grande diversidade. Em termos de indústria continuamos a ser dos concelhos mais significativos da Área Metropolitana de Lisboa. Temos indústria moderna e muito ligada à captação de carbono como a produção das microalgas. Temos o sonho de criar um biocluster que não seja só de emissões nulas de CO2, mas que possa ser sobretudo de emissões negativas. Estamos a atrair novas tecnologias.
Que novas tecnologias? Um dos maiores datacenters da Península Ibérica que nascerá na zona de Castanheira. É um investimento gigantesco e estaremos a falar provavelmente em mil milhões de euros de investimento. É um datacenter com investigação na área das novas tecnologias. Conseguimos captar esse investimento porque o concelho está posicionado na entrada norte de Lisboa e, felizmente, ainda tem terrenos disponíveis.

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