Sociedade | 29-04-2023 07:00

Lançado concurso para construção da nova esquadra da PSP do Entroncamento

Obra que está prevista há mais de 20 anos vai custar cerca de dois milhões de euros.

O concurso público para a empreitada de construção do novo posto da Polícia de Segurança Pública (PSP) no Entroncamento foi publicado em Diário da República a 11 de Abril. O prazo de entrega de propostas para o concurso de adjudicação da empreitada termina a 17 de Maio. O custo da obra vai ser financiado a 100% pelo Ministério da Administração Interna mas a Câmara do Entroncamento vai ter que adiantar o dinheiro numa fase inicial.
O presidente do município, o socialista Jorge Faria, espera que em Setembro ou Outubro deste ano seja assinado o auto de consignação para que o empreiteiro possa iniciar a obra. O contrato prevê que, após conclusão da obra, o município do Entroncamento, dono do terreno onde vai nascer a nova esquadra, perto do viaduto, compromete-se a cedê-las em regime de comodato ao Ministério da Administração Interna por 50 anos.
A construção da nova esquadra da PSP no Entroncamento, uma obra prometida há mais de duas décadas, está orçamentada em mais de dois milhões de euros, acrescidos de IVA. Em 2022 a obra estava orçada em um milhão e quatrocentos mil euros, menos 600 mil euros que o preço actual. Uma derrapagem no preço que teria sido evitada se a obra, colocada em diversos orçamentos de Estado durante anos, tivesse avançado. A construção da nova esquadra da PSP no Entroncamento tem sido notícia frequente nos últimos anos por estar prometida e nunca sair do papel.

Associação sindical critica más condições da esquadra
No início de Janeiro deste ano a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) considerava a O MIRANTE que a velha esquadra da PSP do Entroncamento não tem condições e é um mau exemplo. “Muitas obras acabam por não sair do papel e outras ficam em fila de espera porque se dá prioridade a umas e não a outras. A esquadra do Entroncamento é daquelas que deveria ser prioritária e deixar de ser uma promessa”, sublinhou o presidente adjunto da ASPP, Paulo Macedo.
O dirigente sindical da PSP referiu que os polícias, antes de prestarem serviço à população, têm que ter condições de trabalho adequadas às funções que exercem. “A esquadra do Entroncamento é um exemplo de que os polícias não têm condições para exercer bem as suas funções. Convém ter um espaço adequado para trocar de roupa, balneários, cacifos, zonas de descanso, zona de refeições e condições adequadas a nível climatérico”, lamentou Paulo Macedo.

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