Sociedade | 20-05-2023 07:00

Colmeias diminuíram 30% no distrito de Santarém e abelhas correm risco de extinção

Colmeias diminuíram 30% no distrito de Santarém e abelhas correm risco de extinção

Alerta é deixado pelo presidente da Associação de Apicultores do Tejo e Sorraia, Manuel Morgado, que avisa que se não forem tomadas medidas abelhas correm risco de extinção e com elas desaparecem muitos alimentos fundamentais ao Homem. Dia Mundial das Abelhas assinala-se este sábado, 20 de Maio.

As colmeias diminuíram cerca de 30% nos últimos dez anos no distrito de Santarém. Tendo em conta que cada colmeia tem cerca de oito mil abelhas desapareceram milhões de abelhas e a tendência é para que continuem a desaparecer. O alerta é dado pelo presidente da Associação de Apicultores do Tejo e Sorraia, Manuel Morgado, em entrevista a O MIRANTE a propósito do Dia Mundial das Abelhas que se assinala esta sábado, 20 de Maio.
As alterações clímáticas, nomeadamente a seca, as curas áreas dos terrenos, onde se utilizam químicos, e a vespa asiática são os principais inimigos das abelhas. Manuel Morgado lamenta que o Ministério da Agricultura não se preocupe com o que se está a passar com as abelhas e refere que sem abelhas não há comida para o Homem. “São as abelhas que vão polinizar os frutos que comemos. Sem flores não há pólen para que as abelhas possam polinizar. Em Espanha, por exemplo, pedem para os apicultores levarem as colmeias para determinados locais para que as abelhas possam polinizar os alimentos. Não damos o devido valor à importância que as abelhas têm no ecossistema e na nossa cadeia alimentar”, lamenta o presidente da Associação de Apicultores do Tejo e Sorraia.
Manuel Morgado, 69 anos, é apicultor há cerca de 30 anos. Já chegou a ter 80 colmeias. Agora tem 20. O dirigente associativo explica que a limpeza de terrenos, que o Governo obriga a que se faça nos meses entre Março e Maio, poderia ser adiada. “Ao limpar os terrenos estamos a destruir flores que são fundamentais para as abelhas irem buscar o pólen. O Ministério da Agricultura tem que ter pessoas que entendam do assunto senão as abelhas vão desaparecer”, critica, acrescentando ainda a importância de se extinguir definitivamente com a vespa asiática que mata as abelhas destruindo as suas colmeias.

* ENTREVISTA COMPLETA PARA LER NA EDIÇÃO IMPRESSA DE O MIRANTE DE 1 DE JUNHO.

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