Sociedade | 20-05-2023 21:00

É aflitivo ver como as obras na Igreja de São João do Alporão não andam

É aflitivo ver como as obras na Igreja de São João do Alporão não andam
Em Maio do ano passado o município promoveu uma visita ao monumento e estimava-se a conclusão das obras para o final do Verão de 2022. A previsão falhou

A reabilitação da Igreja de São João do Alporão, no centro histórico de Santarém, continua a arrastar-se no tempo e a suscitar críticas de autarcas. Empresa já foi multada por incumprimento do prazo mas de nada valeu.

As obras de reabilitação da Igreja de São João do Alporão, no centro histórico de Santarém, estão a transformar-se numa novela sem fim à vista. A empreitada foi consignada a 25 de Fevereiro de 2021 e tinha um prazo de execução de 270 dias (nove meses), mas continua por concluir, apesar da multa já aplicada pela Câmara de Santarém à empresa por incumprimento do prazo contratual.
Na última sessão da assembleia municipal o vice-presidente da câmara, João Teixeira Leite (PSD), reconheceu que a empresa responsável pela obra “continua com um comportamento que não é o mais desejável”, mas afirmou a sua ambição de que a intervenção possa estar terminada até final do corrente ano. Anunciou também que é intenção da autarquia proceder à pintura da fachada da vizinha Torre das Cabaças, para que esses dois monumentos nacionais possam ser reabertos à visitação o mais rapidamente possível.
Em Maio do ano passado o vereador do Património Cultural, Nuno Domingos (PS), promoveu uma visita à Igreja de São João do Alporão e vaticinou que as obras no monumento pudessem estar concluídas até final do Verão de 2022. Agora, na última sessão da assembleia municipal, depois da questão levantada pelo eleito socialista José Magalhães, Nuno Domingos admitiu que “é aflitivo ver como aquela obra não anda”.

Uma intervenção delicada e experimental
Encerrado desde 2012 por razões de segurança, devido a problemas na estrutura em pedra, a Igreja de São João do Alporão, com mais de oito séculos, está a ser alvo de uma delicada e experimental intervenção, a cargo de uma empresa especializada. O tempo dirá se os resultados são positivos e se a solução será para replicar noutras intervenções.
A empreitada foi consignada a 25 de Fevereiro de 2021 e tinha um prazo de execução de 270 dias (nove meses). No entanto, a intervenção só começou no dia 14 de Maio de 2021 após os trabalhos de montagem dos andaimes e do estaleiro. A obra estava orçada em cerca de 900 mil euros. Foi adjudicada à empresa In Situ, Conservação de Bens Culturais, Unipessoal, Lda. Em Março de 2022 a Câmara de Santarém decidiu aplicar uma multa contratual, no valor de 71.925 euros, à empresa por incumprimento do prazo.
O MIRANTE contactou a empresa para tentar perceber quais as razões para o atraso na empreitada e se havia uma estimativa para a sua conclusão. Não obtivemos resposta até ao fecho desta edição.

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