Sociedade | 26-05-2023 07:00

Dívida da Câmara do Sardoal aumentou para 726 mil euros

Presidente do município justifica dívida com investimento realizado em que não houve comparticipação financeira.

A Câmara do Sardoal apresentou no final de 2022 um valor negativo de 511.842 euros e um aumento da dívida para 726 mil euros. O relatório de contas de gerência foi apresentado em sessão camarária e o presidente do município, Miguel Borges (PSD), justificou os valores com investimentos feitos sobretudo na área da Cultura. “Até final de 2022 não houve comparticipação financeira do investimento feito no Centro de Interpretação da Semana Santa e do Património. O aumento da dívida está relacionado com o investimento realizado e com a falta de pagamento da comparticipação para amortização da dívida cuja parte substancial está relacionada com a utilização do empréstimo para a obra da biblioteca municipal”, no antigo edifício do Externato Rainha Santa Isabel, no valor de 139 mil euros, referiu Miguel Borges.
O autarca social-democrata explicou também que a obra de repavimentação em Cabeça das Mós-Entrevinhas não tem financiamento comunitário e por isso o município vai ter que pagar cerca de 420 mil euros. Miguel Borges acrescentou que contribuiu também para o resultado líquido negativo o aumento da água, electricidade, combustíveis e dos salários dos trabalhadores do município assim como o aumento do preço dos materiais.
O presidente da Câmara do Sardoal sublinhou que no ano anterior houve uma taxa de execução de receita de 85% com igual taxa de percentagem de execução da despesa. O prazo médio de pagamento é de 71 dias. Miguel Borges destacou o investimento no apoio a idosos, crianças e jovens, assim como vários projectos na área da Educação; o programa Abem; Universidade Sénior; Estratégia Local de Habitação e no turismo a Rota da EN2. “É o projecto de coesão territorial de maior qualidade implementado no país nos últimos anos”, reforçou.
Os vereadores da oposição consideram que, “mais uma vez”, “não foi prioridade” o incentivo à fixação de população e o crescimento económico. Os socialistas Pedro Duque e Patrícia Silva justificaram o voto contra a aprovação dos documentos por verificarem uma “ligeira recuperação dos indicadores económico-financeiros” do município. “Desde cedo se percebeu que a situação económico-financeira do município estava numa trajectória descendente em relação à sua sustentabilidade e vimos agora os nossos principais receios confirmados e com perspectivas de agravamento”, afirmou Pedro Duque.
Os socialistas lamentaram que não se verificou nenhuma evolução positiva em situações “urgentes e estruturais” como o aproveitamento da Barragem da Lapa; a recuperação da Casa dos Almeidas; a beneficiação dos blocos habitacionais da Tapada da Torres e a revisão do Plano Director Municipal.

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