Sociedade | 20-06-2023 15:00

“Deixar de fumar foi a melhor decisão da minha vida”

“Deixar de fumar foi a melhor decisão da minha vida”
Vasco Cunha confessa que os anos em que esteve mais activo na política foram aqueles em que mais fumou

Vasco Cunha, ex-deputado e ex-candidato do PSD à Câmara do Cartaxo, era viciado em tabaco. Fumou o primeiro cigarro aos 11 anos. Agora aos 58 deixou de fumar e não pega num cigarro desde 1 de Janeiro.

Vasco Cunha sempre sentiu prazer em fumar e nunca tinha feito tentativas para largar o vício até ao último dia do ano passado quando fumou o último cigarro. A decisão vinha a ser ponderada há vários anos porque o antigo deputado pelo distrito de Santarém sentia que a sua saúde estava em risco. Adepto fervoroso do Sporting Clube de Portugal lembra-se de subir os “80 ou 90 degraus” do estádio até chegar ao seu lugar e ficar sem fôlego. Quando se deitava para dormir sentia a respiração obstruída. “Achava que só ia deixar de fumar quando tivesse um susto, mas comecei a pensar que esse susto poderia ser fatal”, confessa a O MIRANTE o ex-candidato à presidência da Câmara do Cartaxo pelo PSD.
Os anos em que esteve na política activa foram aqueles em que mais fumou. Chegou a fumar três maços por dia. Em 2022 cumpriu a promessa de reduzir e apenas fumar até um máximo de 20 cigarros por dia. “Na passagem de ano pensei que se conseguisse estar um dia sem fumar talvez conseguisse estar mais dias. Foi até hoje”, afirma o bancário de 58 anos. O que mais lhe custou inicialmente foi não levar o cigarro à boca depois das refeições. O primeiro pequeno-almoço livre de tabaco foi o que menos lhe custou.
O maior medo que tinha de ter uma recaída era ir aos estádio assistir aos jogos de futebol e as viagens de carro, momentos em que não dispensava uns cigarros. Primeiro deixou de ir aos jogos mas percebeu que não podia deixar de fazer a sua vida. Foi assistir a um Sporting-Porto e conseguiu abstrair-se do vício do tabaco. As viagens de carro deixaram de ser feitas a fumar e passou a ligar a amigos e família para se entreter e não deixar que a mente se lembre do tabaco.
Vasco Cunha admite ter alguns picos de ansiedade, mas ressalva que são ultrapassados em segundos. Diz que deixar de fumar foi a melhor decisão que tomou. Ganhou cinco quilos desde o início do ano mas isso é superado pela qualidade de vida e saúde que passou a ter. O dinheiro que gastava em tabaco gasta agora em comida. Passou a apreciar melhor as refeições e a comer mais.
Vasco Cunha recorda o episódio em que tentou deixar de fumar com pensos de nicotina que um farmacêutico amigo lhe aconselhou. O problema é que não foi avisado que ao colocar os pensos teria que deixar de fumar. “O mínimo que consegui foi fumar seis cigarros num dia. O médico de família alertou-me que o que fiz foi um perigo e poderia ter tido um ataque cardíaco por excesso de nicotina”, recorda, acrescentando que continuou a fumar. O ex-político conta que fumou o primeiro cigarro aos 11 anos na escola com amigos. Tornou-se fumador regular na altura em que frequentou o serviço militar obrigatório e a faculdade.

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