Sociedade | 28-06-2023 18:00

Agressão bárbara com sodomização a sexagenário de Tomar com deficiência mental

Agressão bárbara com sodomização a sexagenário de Tomar com deficiência mental
Homem com deficiência mental foi agredido sexualmente de forma bárbara com sodomização em Paço da Comenda, concelho de Tomar.fotoDR

Doente mental residente no concelho de Tomar foi agredido sexualmente de forma bárbara e esteve vários dias em coma no Hospital de Abrantes.

O homem sodomizado, alegadamente por um ferro em brasa, chegou ao hospital correndo risco de vida uma vez que ficou sem recto e o ânus teve de ser reconstruído, cirurgicamente, durante vários dias.

Um homem sexagenário com deficiência mental foi agredido sexualmente de forma bárbara por alegadamente ter furtado um pão de uma padaria em Paço da Comenda, concelho de Tomar. O caso já aconteceu há mais de duas semanas e desde essa altura que a vítima, residente em São Silvestre, na freguesia de Além-da-Ribeira, concelho de Tomar, está internada no Hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo. O MIRANTE sabe que o paciente já saiu dos cuidados intensivos e está ao cuidado da enfermaria da instituição.
Nos últimos dias a frase que mais se tem ouvido entre profissionais de saúde, familiares e conhecidos da vítima é que a agressão é desumana e que “nem um animal” merecia estar nas circunstâncias em que tem estado. O homem sodomizado, alegadamente por um ferro em brasa, chegou ao hospital correndo risco de vida uma vez que ficou sem recto e o ânus teve de ser reconstruído cirurgicamente durante vários dias. Segundo apurou o nosso jornal, a vítima vai ficar com sequelas para o resto da vida e terá de usar um saco para fazer as suas necessidades fisiológicas. Importa referir que uma das suas rotinas diárias era deslocar-se de bicicleta na sua zona de residência, algo que nunca mais poderá fazer tendo em conta a irreversibilidade das suas lesões. “A extensão das lesões são incríveis. É um crime bárbaro que não se faz nem a um animal”, diz a O MIRANTE uma fonte próxima da vítima que reside na mesma freguesia.
O homem, que aparentemente nunca causou problemas a ninguém e é considerado uma pessoa indefesa, devido à sua doença mental, esteve em coma induzido durante vários dias. Depois de ter acordado, não tem feito qualquer comentário sobre a situação afirmando que não tem memória dos acontecimentos. O MIRANTE sabe que a sua família, composta por uma mãe e vários irmãos, apresentou queixa às autoridades. Também o Centro Hospitalar do Médio Tejo, que preferiu não prestar quaisquer declarações sobre o estado de saúde do paciente ao nosso jornal, apresentou uma queixa à Polícia Judiciária, após perícias médico-legais, por considerar o caso “um crime de natureza hospitalar muito grave”.
O MIRANTE enviou um pedido de esclarecimentos por email e contactou por telefone o Departamento de Investigação Criminal de Leiria, mas até à data de fecho desta edição não recebeu qualquer resposta. Até ao momento, segundo apurámos, as autoridades ainda não detiveram qualquer suspeito do crime.

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