Sociedade | 24-07-2023 18:00

Autarcas da Parreira contra instalação de canil num terreno que querem para habitação

Autarcas da Parreira contra instalação de canil num terreno que querem para habitação
Bruno Oliveira, presidente da União de Freguesias da Parreira e Chouto

Município da Chamusca estabeleceu como possibilidade instalar um Centro de Recolha Oficial de Animais numa zona onde autarcas da Parreira e Chouto defendem a construção de habitação para aumentar a população no concelho.

A Câmara Municipal da Chamusca possuiu vários lotes de terreno na Parreira e aparentemente estabeleceu como possibilidade utilizar parte dos terrenos para a construção de um Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) da Chamusca. Com a possibilidade de instalação da infraestrutura na aldeia, os autarcas da assembleia de freguesia e a respectiva junta, apresentaram uma moção na última reunião pública onde manifestaram ser contra a decisão do município presidido por Paulo Queimado (PS), caso venha a confirmar-se.
“Reconhecemos a importância deste tipo de equipamentos no concelho. No entanto, os mesmos devem ser analisados e discutidos para serem amplamente aceites pelas comunidades (…) Sendo intenção e ambição desta freguesia o crescimento populacional com a disponibilização dos terrenos da autarquia para construção de imóveis, esta possível implementação seria sem dúvida uma problemática futura para o crescimento populacional desta freguesia”, lê-se no documento a que O MIRANTE teve acesso. “Nas discussões anteriores deste órgão sobre a possibilidade de instalação dessa infraestrutura nesse local, fomos amplamente contra essa possibilidade. Consideramos também que, sendo essa infraestrutura e respectivos serviços com importância para o município, na nossa opinião deve estar em harmonia com a população e território onde se vai inserir”, refere, sugerindo como hipótese de instalação as Zonas de Actividades Económicas no Chouto e Parreira.


Potencial mal aproveitado
Bruno Oliveira, presidente da União das Freguesias da Parreira e Chouto, é da opinião de que o concelho da Chamusca tem potencial para ganhar população, mas que continua a perdê-la por pequenos pormenores, como o impasse de mais de uma década com vários lotes de terreno que o município possui na aldeia e que poderão servir para instalar o canil municipal. Bruno Oliveira tem utilizado várias sessões de assembleia municipal para questionar o presidente Paulo Queimado sobre medidas para desbloquear o problema, mas até agora “nem novas nem mandadas”. O autarca considera que não tem sido dada a devida importância ao assunto e que existem pessoas que demonstram interesse em fixar-se na freguesia, mas que não o podem fazer por falta de terrenos para habitação. “Recebo pessoas na junta que demonstram interesse em fixar-se aqui e sou obrigado a dizer-lhes que não podem”, lamentou em conversa com O MIRANTE realizada em Março deste ano.
Recorde-se que, no distrito de Santarém, o concelho da Chamusca, segundo os Censos, caiu de 10.120, em 2011, para 8.530, em 2021, em número de habitantes. O resultado equivale a menos 1.590 residentes e uma variação de -15,7%.

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