Sociedade | 25-07-2023 07:00

Concurso para nova creche do IAC do Forte da Casa sem concorrentes

Concurso para nova creche do IAC do Forte da Casa sem concorrentes
Empreiteiros nem se deram ao trabalho de concorrer ao contrato lançado pelo IAC por considerarem o valor abaixo do necessário. FOTO IAC

Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira diz que é preciso a Segurança Social rever em alta o valor do apoio à obra por causa da inflação, sob pena da instituição não conseguir realizar a empreitada.

O concurso público para construção da nova creche e arranjos exteriores do Instituto de Apoio à Comunidade (IAC) do Forte da Casa ficou deserto pela segunda vez. Nenhum empreiteiro se candidatou à obra por considerar que o valor proposto, de um milhão e 182 mil euros, está abaixo do necessário para que os trabalhos possam ser executados. A culpa é apontada à inflação e ao aumento do custo dos materiais nos últimos dois anos, altura em que a instituição se candidatou ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais de segunda geração (PARES 2.0) da Segurança Social.
A empreitada visava construir uma nova creche com capacidade para 112 crianças num terreno com as fundações já concluídas, situado junto à igreja do Forte da Casa e que há mais de uma década está ao abandono, para desagrado dos moradores das proximidades. “O IAC não vai conseguir adjudicar a obra”, lamentou o presidente do município de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, na última reunião de câmara.
O autarca, que recentemente também foi forçado a rever em alta o preço a pagar pela construção do passeio ribeirinho em Alverca do Ribatejo, diz que também isso terá de acontecer ao nível da Segurança Social. “O IAC está a tentar que a Segurança Social reveja em alta as suas comparticipações neste processo, porque as empreitadas aumentaram muito de valor e o que definiram por sala não chega para as instituições fazerem sequer os concursos”, criticou.
O concurso público da obra previa um prazo de execução, sem incluir renovações, de 16 meses. Surge depois de um parecer favorável à candidatura apresentada pelo IAC ao PARES 2.0. O terreno, propriedade municipal, foi cedido ao IAC há uma década por um período de 75 anos, inicialmente destinado à construção de uma Unidade de Cuidados Continuados, um sonho do fundador do IAC, António José Inácio, que caiu por terra com a crise financeira de 2008 e a chegada da Troika ao país. Iria ter 60 camas para apoio a idosos e custar perto de 7,5 milhões de euros. Depois disso o IAC entrou numa crise profunda, o presidente e fundador da instituição foi afastado e a associação entrou num processo de recuperação e equilíbrio das suas contas e gestão com novos dirigentes.

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