Sociedade | 25-07-2023 18:00

Condutas degradadas originam perdas de água de 70% em Tomar

Condutas degradadas originam perdas de água de 70% em Tomar

Falhas no abastecimento de água no concelho de Tomar é recorrente e foi tema na reunião de executivo municipal de 24 de Julho. Presidente falou no problema das condutas degradadas, mas não apresentou uma solução rápida para a questão.

A falta de água no concelho de Tomar é frequente e na última sessão camarária ficou a saber-se que o facto de existirem condutas degradas representa perdas de água de cerca de 70 %. A informação foi partilhada por Anabela Freitas (PS), presidente da autarquia, depois do vereador Tiago Carrão (PSD) ter questionado a autarca sobre o problema e que soluções tem em cima da mesa para atenuar o descontentamento da população, nomeadamente das freguesias da Sabacheira, Cem Soldos, Casais e Alviobeira, e até a própria cidade de Tomar, que mais sofrem durante a época de Verão onde as temperaturas são elevadas.

Durante a reunião de executivo, que se realizou na segunda-feira, 24 de Julho, a presidente explicou que um dos problemas está relacionado com Estação de Captação de Água na Mendacha, na freguesia da Sabacheira, embora tenha sido feito um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros da Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) para encontrar uma forma de abastecimento mista entre a barragem de Castelo de Bode e Mendacha. Anabela Freitas sublinhou que não é possível limpar todas as condutas degradadas simultaneamente e que a resolução do problema passa por intervir na origem de maneira a melhorar o serviço aos munícipes e evitar as perdas de água no concelho.

Os problemas relacionados com água no concelho de Tomar tem feito correr muita tinta desde o início deste ano. Tem existido contestação contra o aumento de 31% da factura da água, sendo que centenas de munícipes se juntaram num abaixo-assinado contra “os bens e serviços essenciais” estarem “cada vez mais caros ao contrário dos salários e pensões que são cada vez mais desvalorizados”. Na altura, Anabela Freitas mostrou-se solidária com a situação e esclareceu que a Tejo Ambiente, empresa intermunicipal que gere os sistemas de abastecimento de água em vários concelhos do Médio Tejo, compra a água mais cara e por isso também é obrigada a vendê-la mais cara ao consumidor final.

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