Sociedade | 29-07-2023 12:00

Rede de imigração ilegal também actuava em Vila Franca de Xira

Grupo é suspeito de ter infiltrado no concelho de Vila Franca de Xira vários cidadãos de nacionalidade paquistanesa que acabavam a trabalhar em serviços de entrega ao domicílio nas zonas de Vialonga e Póvoa de Santa Iria.

O concelho de Vila Franca de Xira, em particular as zonas de Vialonga e Póvoa de Santa Iria, foram também abrangidas pelas investigações da Polícia Judiciária que culminaram no desmantelamento de uma rede criminosa de imigração ilegal com ramificações europeias. Seis pessoas, incluindo um cidadão paquistanês que se encontrava na Póvoa de Santa Iria, foram constituídas arguidas e vão aguardar julgamento em prisão preventiva, revelou a O MIRANTE fonte ligada ao processo.
Segundo a Judiciária, os detidos integravam uma organização criminosa que operava em Portugal, França, Espanha e Alemanha, suspeitos de praticar crimes de associação criminosa, tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, sendo suspeitos de terem introduzido em território nacional mais de seis mil pessoas, a sua maioria de origem paquistanesa.
A Judiciária acredita que a rede agora desmantelada permitia aos imigrantes ilegais virem a Portugal e regularizar a sua situação no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras com documentos falsificados na hora e obtidos em vários locais, incluindo restaurantes, alojamentos locais e lojas de reparação de telemóveis. Foram cumpridos 18 mandados de busca domiciliária e seis mandados de detenção emitidos pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, com especial incidência em Lisboa, Vila Franca de Xira e margem sul do Tejo.
A operação envolveu 110 inspectores da Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ, inspectores do SEF e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), incluindo elementos policiais de outros países envolvidos na operação. Segundo a PJ, a operação começou em Portugal em Fevereiro de 2022 e terão sido reunidas provas suficientes para o Ministério Público concluir que foram feitos pelo menos 337 transportes de imigrantes ilegais entre Lisboa e Paris neste último ano e meio.
Uma das formas que os imigrantes usavam para conseguir contornar a lei era usar a plataforma electrónica SAPA - Sistema Automático de Pré-Agendamento do SEF, que lhes permite pedir uma manifestação de interesse para obter uma autorização de residência para circular na União Europeia com base em supostos contratos de trabalho. Da operação resultou também o fecho de 11 alojamentos locais em Lisboa por parte da ASAE, que instaurou seis processos de contraordenação.

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