Sociedade | 11-08-2023 21:00

Recomendado não consumir broa de milho em Leiria, Santarém, Coimbra e Aveiro

Nas últimas semanas foram detectados 187 casos suspeitos de toxiinfecção alimentar associados ao consumo daquele tipo de pão.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a ASAE recomendaram o não consumo de broa de milho em localidades dos distritos de Leiria, Santarém, Coimbra e Aveiro enquanto decorre a investigação à toxiinfecção alimentar associada a este alimento.
Num comunicado conjunto, a DGS e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) indica que nas últimas semanas foram detectados 187 casos suspeitos de toxiinfecção alimentar associados ao consumo de broa de milho numa área específica do país, que inclui os distritos de Leiria (Pombal, Ansião, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande), Santarém (Ourém), Coimbra (Figueira da Foz, Condeixa-a-Nova e Coimbra) e Aveiro (Ílhavo, Vagos).
“A broa de milho é, e deverá continuar a ser, um integrante da dieta dos portugueses. No entanto, neste contexto de suspeita de toxiinfecção alimentar, é recomendável que se interrompa o consumo deste alimento nas áreas geográficas acima identificadas, enquanto decorre uma investigação por parte das autoridades competentes”, precisam a DGS e ASAE.
Aquelas duas entidades salientam que esta é uma medida preventiva e de carácter transitório, apelando à colaboração dos cidadãos “até que este alimento seja considerado seguro”.
Segundo a ASAE e a DGS, foram registados 187 casos, entre 21 de Julho e 9 de Agosto, que apresentavam um quadro sintomático semelhante, principalmente secura da boca, alterações visuais, tonturas, confusão mental e diminuição da força muscular, tendo sido estes sintomas observados entre 30 minutos a duas horas após a ingestão de alimentos.
Na maioria dos casos verificou-se ausência da sintomatologia em poucas horas, com sintomas classificados como ligeiros, com apenas 43 dos casos suspeitos a necessitarem de cuidados hospitalares.
A ASAE e a DGS acrescentam que foi determinado a abertura de uma investigação epidemiológica, que se encontra em curso.
As duas entidades afirmam que, apesar da incerteza ainda existente, foi possível determinar que os afectados tinham em comum o consumo de broa de milho produzida e distribuída nos distritos de Santarém, Leiria, Coimbra e Aveiro, pelo que a suspeita da origem da toxiinfecção pode estar relacionada com a farinha usada na confecção deste alimento.

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