Sociedade | 13-08-2023 15:00

Casa do Povo da Ereira precisa que a população lute pela sua continuidade

Casa do Povo da Ereira precisa que a população lute pela sua continuidade
João e Mariana Mota lideram os destinos da Casa do Povo da Ereira

A Casa do Povo da Ereira, no concelho do Cartaxo, já viveu melhores dias.

Há oito anos que os rostos são praticamente os mesmos e recentemente ficou sem a sua última secção, o Rancho Folclórico da Casa do Povo, por falta de quem a gerisse. O MIRANTE conversou com o presidente da Casa do Povo, João Mota, na companhia da sua sobrinha Mariana, que lhe tem seguido os passos.

João Mota, 56 anos, foi presidente da antiga Junta de Freguesia da Ereira e há cerca de uma década que assume o cargo de presidente da Casa do Povo da localidade. A associação tem vindo a perder fulgor nos últimos anos porque, segundo o dirigente, fazem falta pessoas que se interessem pelo movimento associativo e que queiram trabalhar em prol da comunidade e do desenvolvimento da aldeia. Ereira encontra-se situada numa das áreas vitivinícolas mais ricas do concelho do Cartaxo, onde predominam as castas tintas e se produzem alguns dos mais afamados vinhos que prestigiam o concelho, não fosse João Mota trabalhador da Adega do Cartaxo há vários anos. No dia da conversa com O MIRANTE o ex-autarca, que recebeu dezenas de peregrinos na Casa do Povo por causa da Jornada Mundial da Juventude, fez-se acompanhar pela sobrinha Mariana Mota.
Os dois estão há oito anos na direcção e, apesar das dificuldades, têm conseguido cativar associados. Actualmente a Casa do Povo tem cerca de 160 sócios pagantes, cujo valor das cotas serve para garantir a manutenção do espaço. Um dos próximos objectivos é realizar a pintura da fachada do edifício. No entanto, a principal missão é aproximar ainda mais a associação da população, refere o dirigente. Para isso têm realizado vários almoços-convívio e eventos de forma a demonstrar que é a população da aldeia que tem de fazer mais pelas associações locais. “Com as novas tecnologias as pessoas estão mais afastadas e passam mais tempo em casa. Falta o espírito de participar e querer fazer, deixar de estar à espera que alguém faça”, desabafa o presidente.
O ex-autarca diz que vai continuar a lutar pela Casa do Povo e afirma que gostava de ver o rancho folclórico a retomar a sua actividade, a única secção que restava e cuja gestão é autónoma. “A nossa missão é trabalhar para não deixar isto acabar de vez, e por isso estamos abertos a que apareçam jovens que queiram contribuir. Precisamos de jovens, de novas ideias e projectos novos. Quando estamos demasiado tempo nas coisas acabamos por nos acomodar, mas esta direcção não está agarrada ao poder. Precisamos de todos”, sublinha, recordando que até 2011 a Casa do Povo da Ereira participou com o seu Grupo Desportivo no Campeonato Distrital do Inatel, mas o peso de andar com a “casa às costas” para treinar levou à extinção da equipa.
Outro dos sonhos de João Mota é construir um campo de futebol na terra, havendo também a vontade de voltar com a ginástica para a população. Actualmente a Casa do Povo acolhe a Sociedade Filarmónica Ereirense e a ACEC – Associação de Caçadores da Ereira Cartaxo. É participação habitual na Festa do Vinho, no Cartaxo, nas festas da freguesia, em Setembro, e organiza vários eventos por altura do São Martinho.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1673
    17-07-2024
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1673
    17-07-2024
    Capa Lezíria/Médio Tejo