Sociedade | 16-08-2023 18:00

Loja Social de Pontével ajuda comunidade mais carenciada

Loja Social de Pontével ajuda comunidade mais carenciada
11 voluntárias asseguram o funcionamento da Loja Social de Pontével, concelho do Cartaxo, que ajuda pessoas mais carenciadas

A Loja Social de Pontével abriu em Outubro do ano passado e tem sido um sucesso.

Quem pode doa roupa, equipamento de cozinha, mobílias, brinquedos, carrinhos de bebé, entre outros, para ser vendido a preço simbólico. O dinheiro angariado vai servir para ajudar instituições ou pessoas mais vulneráveis da freguesia.

Isilda Santos, de 71 anos, é a voluntária que mais tempo passa na Loja Social de Pontével. Quando O MIRANTE chegou ao espaço, que fica no edifício da antiga escola primária, à entrada da vila, Isilda Santos estava a marcar caixas com roupas separadas de menino e menina, por tamanhos e idades. No interior da loja podemos encontrar roupa, calçado, televisões, utensílios de cozinha, nomeadamente loiças, electrodomésticos e até mobília. A seu lado está Maria da Conceição Chagas. Aos 83 anos aceitou ser voluntária assim que a convidaram. “Vivo sozinha e prefiro estar na rua a trabalhar, a ajudar. Faço tudo o que for preciso. Sinto-me feliz por poder ajudar quem mais precisa”, confessa enquanto separa as roupas que chegaram.
A Loja Social de Pontével, no concelho do Cartaxo, existe desde Outubro do ano passado, está aberta apenas nas tardes de quinta-feira e o balanço tem sido muito positivo. Nasceu de várias conversas entre Paula Belchior e Raquel Rodrigues que sempre quiseram fazer algo que pudesse ajudar pessoas mais carenciadas. Falaram com o presidente da Junta de Pontével, Jorge Pisca, que disponibilizou o espaço.
O autarca conta que já tinha pensado na ideia pois apercebeu-se que muita mobília, camas, colchões e sofás eram colocados junto aos contentores do lixo ou enviados para a recolha de monos. “Ainda há pouco tempo um senhor ligou-me a avisar que tem mobília disponível e em breve os serviços da junta vão recolher para entregarmos a uma família que precise. É usado mas pode ser reutilizado”, explicou. “Com esta loja, por muito pouco que seja, damos muito a quem precisa. O valor de tudo o que temos para vender é simbólico”, acrescenta Jorge Pisca.
Paula Belchior, 54 anos, é ajudante num centro de dia e recorda um grupo de brasileiros que foi à loja e comprou tudo para rechear uma casa. “Um montinho de talheres custa um euro e quase tudo é a preços muito acessíveis. Dá jeito a eles e a nós também porque vamos poder ajudar outras pessoas e isso é o mais gratificante”, reflecte.
O dinheiro angariado é depois atribuído a instituições da freguesia. Recentemente ajudaram o Centro de Dia de Pontével e em breve vão ajudar o Grupo Desportivo de Pontével. “A Loja Social insere-se no âmbito de uma economia circular, ou seja, com o objectivo de evitar o desperdício e envolver a partilha e ajuda de toda a comunidade”, sublinha Raquel Rodrigues, de 40 anos, acrescentando que têm clientes de todo o concelho do Cartaxo.

Um projecto assente no voluntariado
Actualmente a Loja Social conta com 11 voluntárias mas estão disponíveis para receber quem queira ajudar. Cátia Carmo tem 40 anos e é professora do primeiro ciclo. É voluntária desde que a loja abriu e quando não está a trabalhar vai ajudar. Para si o mais importante é poder contribuir para a comunidade em que vive. Maria da Conceição Chagas e Paula Belchior contam que já conheceram pessoas muito carenciadas que não tinham dinheiro para comprar um brinquedo para o filho, mesmo sendo um valor simbólico. “Nessas alturas oferecemos. Só ver a criança a sorrir vale a pena todo o trabalho que temos”, confessam.

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