Sociedade | 16-09-2023 18:00

Abrantes vai ter 51 apartamentos a custos controlados para jovens até 2026

Abrantes vai ter 51 apartamentos a custos controlados para jovens até 2026
Novidade foi deixada pelo presidente do município, Manuel Valamatos, na reunião do executivo camarário de 5 de Setembro

Investimento com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência destina-se a disponibilizar apartamentos de várias tipologias em Abrantes e Rossio ao Sul do Tejo.

O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), tutelado pelo Ministério da Habitação, vai avançar com a construção de 51 apartamentos a custos controlados em Abrantes e Rossio ao Sul do Tejo num investimento que será assegurado por verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que terá de estar concluído até 2026. A informação foi avançada na última reunião do executivo pelo presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, durante a discussão de uma proposta para aquisição de mais uma habitação pelo valor de 13 mil euros, também neste caso suportado pelo IHRU, para atribuir a uma família carenciada do concelho previamente identificada pelos serviços municipais.
O autarca socialista explicou que o IHRU vai aproveitar alguma propriedade adquirida pela autarquia já com a intenção de vir a ser requalificada e, eventualmente, disponibilizada a custos controlados a casais jovens. “Encontramos aqui a oportunidade certa: quem vai fazer esse investimento é o IHRU” que também vai fazer a gestão das 51 habitações e a tipologia deste enquadramento são os casais jovens”, afirmou.
Além de um prédio inacabado em Rossio ao Sul do Tejo que vai ser terminado no âmbito deste programa, referiu Manuel Valamatos, vão ser construídos de raiz dois blocos de apartamentos e será a câmara municipal a fazer o projecto e a ficar responsável pela obra custeada pelo PRR. A tipologia dos 51 apartamentos vai variar entre o T1, T2 e T3.
Para lá deste investimento, no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH), o município tem apostado na procura de habitação social em função do diagnóstico e para responder a situações específicas, sublinhou o autarca. Tal como O MIRANTE tinha noticiado no início de Agosto, há neste concelho pelo menos 40 famílias a viver em condições habitacionais indignas às quais o município quer dar resposta. Nesse sentido, até ao momento, foram já adquiridas pelo IHRU, com a colaboração do município, nove das 12 casas para reabilitar e atribuir a famílias sinalizadas.
O vereador do PSD, Diogo Valentim, em substituição de Vítor Moura, considerou que o município, paralelamente a estas acções com o IHRU, deve apostar também na aquisição de habitações devolutas nas freguesias rurais para ajudar à fixação de jovens nessas localidades onde a população é maioritariamente envelhecida. “É um investimento que traz retorno e fixa pessoas”, defendeu.

Subida das taxas de juro é um massacre às famílias
Sobre a recomendação de Diogo Valentim, o autarca socialista disse que existem efectivamente muitas habitações devolutas que podem ser requalificadas para serem colocadas no mercado a preços acessíveis, mas que essa intenção terá que aguardar por um novo programa de apoios. Manuel Valamatos disse ainda que o “Governo tem que olhar para as taxas de juro e pôr um travão” porque o aumento consecutivo dessas taxas já se tornou insustentável. “Aquilo que está a ser feito às famílias portuguesas é um massacre absolutamente descontrolado, o que tem que acontecer é baixar as taxas de juro sobre os créditos à habitação”, defendeu.

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