Sociedade | 16-09-2023 12:00

Obras de 300 mil euros no polidesportivo do CPCD não agradam ao clube

Obras de 300 mil euros no polidesportivo do CPCD não agradam ao clube
CPCD quer o rinque coberto e um novo piso. Empréstimo bancário pode ser solução

Centro Popular de Cultura e Desporto, da Póvoa de Santa Iria, critica as obras realizadas pela Câmara de Vila Franca de Xira porque continuam a não permitir a prática do futsal no polidesportivo com as condições mínimas exigidas. Direcção do clube quer contrair empréstimo bancário para construir pavilhão desportivo.

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira gastou quase 300 mil euros na obra de cobertura do ringue do Centro Popular de Cultura e Desporto (CPCD), na Póvoa de Santa Iria, mas o clube não ficou satisfeito e diz que a empreitada não permite a prática de futsal com condições mínimas exigidas. O contrato programa assinado em 11 de Fevereiro de 2021, entre a autarquia e a colectividade, não contemplava a cobertura das partes laterais do rinque o que para o clube não faz sentido.
Como solução o CPCD decidiu avançar com um projecto próprio, com recurso à banca, para ali criar um pavilhão. A Caixa de Crédito Agrícola de Vila Franca de Xira deu aval ao empréstimo de aproximadamente 300 mil euros mas sob apresentação da licença de utilização do espaço que o clube não possui. O presidente do CPCD, Joaquim Perdigoto Ramos, disse a O MIRANTE estar convencido que a obra da autarquia contemplava a cobertura total do rinque. Quando teve conhecimento que o espaço não ia ser fechado nas laterais pediu uma reunião. “Não queremos que seja a câmara a pagar tudo. O que queríamos era ter falado com o empreiteiro que a autarquia contratou para saber se podíamos fechar o rinque todo mas a câmara decidiu tudo. Não demos uma opinião do que está ali”, afirmou.
O dirigente solicitou a licença de utilização no dia 1 de Agosto em missiva dirigida ao presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, onde se lê que finalizada a obra ao abrigo do contrato-programa percebeu-se que esta intervenção não iria para além do que tinha sido realizado até essa data (cobertura), o que não servia as necessidades da colectividade, para atingir o objectivo de proporcionar aos atletas e à comunidade as condições mínimas e exigidas para a prática do futsal. Pelo que o clube decidiu recorrer ao crédito para concluir o fecho do recinto. Ao nosso jornal a autarquia disse que o pedido de licença de utilização estava em análise nos serviços do urbanismo.

“Mudam de opinião constantemente e agora querem um pavilhão polidesportivo”
Em reunião de Câmara de Vila Franca de Xira foi aprovada por unanimidade a revisão de preços do contrato-programa de desenvolvimento desportivo celebrado com o CPCD para cobertura do polidesportivo. O contrato tinha como tecto máximo do custo da obra mais de 296 mil euros com IVA. Com a revisão de preços em mais de 6.400 euros a expressão financeira máxima do apoio prestado ultrapassa o valor contratualizado em mais de 3.700 euros.
O vereador com o pelouro do movimento associativo, João Pedro Baião, diz que quando reuniu com o clube a 9 de Novembro de 2021 foi entregue à direcção as plantas da empreitada que estava prevista. Na ocasião a direcção pediu a cobertura do rinque. “Em Fevereiro de 2022 visitámos o local e o CPCD disse que afinal não queria aquele piso e que queria coberturas laterais e não apenas o tecto. O que dissemos foi que tínhamos de acabar a obra e depois o clube podia candidatar-se ao Programa de Apoio ao Movimento Associativo - PAMA para fazer a cobertura total do polidesportivo”.
João Pedro Baião refere que em Setembro de 2022 a direcção manifestou vontade de construir no local um pavilhão. “Dissemos que um pavilhão tem legislação própria e que tinha de ter pareceres de outras entidades. O clube quis fazer esse caminho, entregar um projecto e pedir financiamento à banca”, esclarece.
Em Outubro de 2022 o CPCD cancelou a candidatura ao PAMA tendo em vista a colocação de um novo piso, porque queriam fazer uma nova obra por fases. “Soubemos que o estudo prévio já esta concluído e que o clube pagou o novo projecto que terá de ser remetido ao Instituto Português do Desporto e Juventude e ao urbanismo da câmara. Este é o percurso de 2021 até agora e que começou com um pedido para cobrir o polidesportivo. Mudam de opinião constantemente e agora querem um pavilhão polidesportivo”, sublinha.

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