Sociedade | 19-09-2023 21:00

Um terço dos utentes do Médio Tejo não tem médico de família

medico saude

Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo vai organizar vigílias pela melhoria dos cuidados de saúde de proximidade na região.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo vai realizar na próxima semana uma série de acções, incluindo duas vigílias, para reivindicar melhores cuidados de proximidade. Segundo dados do Agrupamento de Centros de Saúde da Região do Médio Tejo, de 31 de Agosto, partilhados por Manuel José Soares, membro da Comissão de Utentes da Saúde, a região contabiliza 225.691 utentes, dos quais um terço não tem médico de família. Esta situação, “que se vem aprofundando, põe em causa um dos princípios da prestação de cuidados de saúde, a proximidade”, denunciou.
A semana em “defesa dos cuidados de saúde de proximidade” arrancou na segunda-feira, 11 de Setembro, com uma vigília pela colocação de médico em Atalaia, uma das três freguesias rurais do concelho de Vila Nova da Barquinha que, “desde que começou a pandemia, não tem cuidados médicos”, segundo Manuel José Soares, membro da Comissão de Utentes da Saúde.
A Comissão de Utentes exige ainda a reabertura das unidades de saúde de proximidade em Atalaia, Praia e Limeiras, os três pólos da Unidade de Saúde Familiar de Vila Nova da Barquinha que estão fechados, situação que obriga à deslocação à sede “para diligências tão simples como pedir uma receita”.
Uma segunda vigília terá lugar no dia 15 de Setembro, na freguesia de Paialvo, em frente à Extensão de Saúde de Carrazede, concelho de Tomar. As acções vão culminarão no dia 16, em Santarém, na jornada nacional convocada pelos sindicatos em defesa do reforço do SNS. Manuel José Soares realçou que não se trata apenas da falta de médicos de família, mas de “muitos profissionais” de saúde, nomeadamente assistentes técnicos.
Em declarações à agência Lusa, Manuel José Soares explicou que das cerca de uma centena de extensões de saúde existentes na região “umas têm pura e simplesmente encerrado, outras têm ficado sem cuidados médicos levando milhares de pessoas com dificuldades de mobilidade ou que não têm transportes públicos a ficarem, de alguma forma, desamparadas”.

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