Sociedade | 25-09-2023 21:00

Ribatejo não é terreno fértil para a causa LGBT mas activistas não esmorecem

Ribatejo não é terreno fértil para a causa LGBT mas activistas não esmorecem
Mais de uma centena de activistas e apoiantes da causa LGBT participaram na marcha do Orgulho em Santarém

Quarta edição da Marcha do Orgulho LGBTQIAP+ saiu à rua na tarde de sábado com mais de uma centena de participantes. Organização diz que continuam a existir episódios de homofobia e garante que vai continuar a lutar contra o preconceito.

Mais de uma centena de activistas e apoiantes da causa LGBT participaram na marcha do Orgulho de Santarém, na tarde de sábado, 16 de Setembro. Os partidos políticos estavam convidados a associar-se mas no desfile só se viram bandeiras do partido Volt. Quanto a figuras da política local e regional o rosto mais conhecido era o de Fabíola Cardoso, que foi candidata à Câmara de Santarém pelo Bloco de Esquerda, deputada na Assembleia da República e eleita da Assembleia Municipal de Santarém. O vereador socialista Nuno Domingos passou pelo Jardim da República durante a concentração antes do desfile para assegurar que as condições logísticas estavam asseguradas.
A organização da marcha, pela voz de Samuel Pimenta, disse a O MIRANTE que a iniciativa teve como objectivo reivindicar Santarém como um espaço seguro para as pessoas LGBTQIAP+. “Um espaço em que seja seguro e tranquilo estudar, onde as escolas saibam lidar com questões de bullying, de jovens e crianças que são vítimas desse tipo de violência, um concelho que promova formação junto das instituições de saúde mas também da justiça para que saibam lidar, por exemplo, quando há denúncias de ataques homofóbicos”, explica.
Questionado por O MIRANTE, Samuel Pimenta diz que continuam a surgir episódios de homofobia em Santarém e na região, “inclusive com pessoas da organização da marcha em que simplesmente vão a andar na rua e de repente são alvo de um comentário, de agressões verbais”. A luta reforça, é para que Santarém seja um território seguro para pessoas LGBT e para isso precisam de contar com as entidades públicas como aliadas. As manifestações são para continuar no futuro, até que estejam assegurados e garantidos os direitos dessas pessoas. “Valerá sempre a pena lutar por direitos humanos”, afirma.
No manifesto da quarta edição da Marcha do Orgulho LGBTQIAP+ de Santarém, a organização aponta o preconceito que ainda existe no distrito e no país, “sublinhando a posição da Câmara de Santarém sobre a realização de eventos LGBTIQAP+, a violência à qual pessoas jovens e adultas LGBTQIAP+ ainda estão sujeitas nas diversas esferas das suas vivências, a ausência de formação específica nas escolas e unidades de saúde para lidar com pessoas LGBTQIAP+”.

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