Sociedade | 06-11-2023 21:00

Direcção de agrupamento de escolas de Tomar desmente comportamentos anti-democráticos

Direcção de agrupamento de escolas de Tomar desmente comportamentos anti-democráticos
Celeste Sousa, directora do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, em Tomar

PCP afirmou que direcção do Escola Secundária Santa Maria do Olival, em Tomar, impediu alunos de realizar uma reunião geral acusando-a de comportamentos anti-democráticos. Directora do agrupamento desmente, argumentando, e aponta razões para agrupamento ser considerado um exemplo na cidadania activa.

O Partido Comunista Português enviou uma missiva ao presidente da Assembleia da República referindo que, no dia 21 de Setembro, uma lista candidata à associação de estudantes da Escola Secundária Santa Maria do Olival, em Tomar, foi impedida, por parte da direcção da escola, de realizar uma Reunião Geral de Alunos (RGA). O partido, entre outras acusações, afirma que a direcção da escola “foi responsável por um conjunto de comportamentos anti-democráticos ao chamar a polícia pelo facto de estarem estudantes a distribuir propaganda política nos portões da escola”.
Contactada por O MIRANTE, a directora do Agrupamento Nuno de Santa Maria, Celeste Sousa, afirma ter ficado “estupefacta” com a tomada de posição do PCP negando qualquer tipo de comportamentos anti-democráticos nos estabelecimentos de ensino. “Este é o mesmo agrupamento que incentivou à criação pelos alunos de um manifesto do estudante por uma escola mais democrática. Participamos sempre em parlamentos jovens e fomentamos a cidadania activa. Os nossos alunos participam nos conselhos pedagógicos. Fiquei muito surpreendida pela negativa com esta situação”, afirmou.
Sobre o caso em particular, a directora explicou que uma lista candidata à Associação de Estudantes propôs realizar uma RGA para marcar o dia das eleições e, numa reunião com a outra lista, chegou-se à conclusão que não seria necessária essa RGA para chegarem a acordo relativamente à data. Em relação à insinuação de terem chamado a polícia Celeste Sousa vinca que tal nunca aconteceu e que o assunto foi clarificado com um elemento do PCP, dado que a pessoa em causa estava posicionada ao portão da escola quase impedindo a livre entrada e saída da escola tendo-lhe sido pedido para se afastar do portão.

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