Sociedade | 14-11-2023 15:00

Ser diabético hoje é mais fácil mas é preciso cuidado

Ser diabético hoje é mais fácil mas é preciso cuidado

Liliana Mira reside em Torres Novas, tem 35 anos e é diabética há 19. Hoje reconhece que é mais fácil viver com diabetes, mas nem sempre aceitou bem a doença que descobriu depois de perder mais de 20 quilos. A propósito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala esta terça-feira, 14 de Novembro, conta a O MIRANTE como é viver com uma doença silenciosa.

Liliana Mira tinha 16 anos quando descobriu que sofria de diabetes tipo 1 e que iria passar a ser totalmente dependente da administração de insulina, hormona que o seu pâncreas tinha deixado de conseguir produzir. Os sintomas, conta, começaram durante a pausa lectiva de Verão, período em que perdeu cerca de 20Kg. Como trabalhava num café e restaurante, chegando a passar 10 horas em pé, associou a perda de peso ao trabalho até que, o teste da glicemia no centro de saúde, a 23 de Setembro de 2004, com um resultado de níveis de glicemia acima dos pré-estabelecidos, num valor superior a 599, lhe ditaram o diagnóstico.

Apesar de não ter uma resposta concreta, foi-lhe explicado que a diabetes tipo 1 está relacionada com uma doença do sistema autoimune que poderá ter-se desenvolvido devido a uma bactéria que se alojou na parte do pâncreas - o órgão responsável pela produção de insulina -, danificando-o quando teve uma pneumonia em Junho. Após o diagnóstico, a rotina passou a ser picar-se ao acordar e antes de cada refeição para medir os níveis de glicemia e a fazer contas à quantidade de hidratos de carbono que ia ingerir para administrar a quantidade certa de insulina. Apresentar uma visão turva (níveis altos de glicemia) ou trémula (níveis baixos) são alguns dos sinais a que tem de estar atenta.

No início, Liliana Mira aceitou bem a doença, mas depois de alguns meses começou a sentir-se diferente e “esquisita” na escola onde mais ninguém tinha diabetes. Tinha de comer sempre no refeitório, fazer as contas da porção de hidratos de carbono que ingeria, sentia-se muito magra e com alguma queda de cabelo. “Pensei que conseguia viver sem nada disto, deixei de administrar insulina e deu mau resultado”, conta, acrescentando que foi internada com valores muito elevados de glicemia até voltar a estabilizar. Depois começou a ser acompanhada psicologicamente pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP)- onde continua a ser seguida- até aceitar a doença.

*Notícia completa na próxima edição semanal de O MIRANTE

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