Sociedade | 28-11-2023 12:00

Atraso na empreitada do Flecheiro em Tomar não é preocupante

Atraso na empreitada do Flecheiro em Tomar não é preocupante
Obra vai possibilitar um novo espaço de eleição junto ao Nabão

Prazo de conclusão da empreitada do Flecheiro, em Tomar, foi prorrogado em cerca de três meses. Oposição teme risco de perda de financiamento, mas presidente da câmara garante não estar preocupado e que tudo vai correr como previsto.

A prorrogação do prazo de conclusão em cerca de três meses da empreitada de requalificação da zona do Flecheiro, em Tomar, gerou discussão na última reunião de executivo, com os autarcas da oposição (PSD) a afirmarem estar preocupados com a perda de financiamento comunitário, de cerca de dois milhões de euros. A obra, que deveria estar concluída até 31 de Dezembro deste ano, prevê-se agora que esteja concluída em Março de 2024.
O empreiteiro, segundo foi explicado na sessão, atribui as culpas do atraso aos trabalhos complementares causados por erros e omissões no projecto. Hugo Cristóvão, presidente da Câmara de Tomar, explicou que, para assegurar o financiamento, optaram por não fazer a revisão, uma vez que tinham pouco tempo para alterar o projecto da obra previsto ainda na governação do PSD da autarquia, “que acabou por perder quatro milhões de euros por não o executar”. Uma nova escavação arqueológica, condições climatéricas adversas e uma possível expropriação de uma pequena parcela necessária para a obra, onde será colocada uma conduta entre o Flecheiro e a avenida D. Nuno Álvares Pereira, são apontados também como alguns factores que estão a atrasar o processo.
Apesar dos constrangimentos, Hugo Cristóvão diz que a obra corre a bom ritmo e não está preocupado com a possibilidade de perder o financiamento. A duração das obras, o seu elevado custo, entregas de materiais e a falta de recursos humanos são “problemas nacionais”, sublinhou o autarca. A deliberação de prorrogação de 83 dias da empreitada foi aprovada pela maioria socialista com voto contra do PSD.
Recorde-se que esta obra vai possibilitar um novo espaço de eleição junto ao Nabão, o rio que atravessa a cidade. O custo da empreitada é estimado em três milhões de euros. Desses três milhões, dois vão ser financiados por fundos comunitários europeus cabendo ao município investir a restante quantia. Vai ser criada uma grande bacia de escoamento de águas uma vez que o rio Nabão é um dos que corre mais risco de ocorrência de cheias rápidas. Vai ser criado um parque urbano para que a população e os turistas possam usufruir de um espaço ribeirinho que “estava degradado e de onde as pessoas fugiam”, conforme referiu Hugo Cristóvão numa das apresentações que fez do projecto.

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