Sociedade | 29-11-2023 07:00

Moradores de A-dos-Melros com casas danificadas continuam à espera de respostas

Moradores de A-dos-Melros com casas danificadas continuam à espera de respostas
Paula Tomás vive em A-dos-Melros e pediu aos autarcas para não se esquecerem do problema

Rebentamentos da pedreira da Cimpor pararam nas proximidades da aldeia de A-dos-Melros mas quem lá vive garante que os problemas persistem. Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira apela aos moradores afectados peçam fiscalização.

Quem vive na aldeia de A-dos-Melros, Alverca do Ribatejo, queixa-se que o problema das casas danificadas devido aos rebentamentos de uma pedreira da Cimpor está a cair no esquecimento e pedem que a Câmara de Vila Franca de Xira seja mais vigorosa na defesa dos interesses da comunidade.
Na última semana, uma moradora aproveitou a reunião de câmara para usar da palavra e pedir ao presidente do município que tome medidas para defender quem ali vive. “Estão a esquecer-se do nosso problema, temos a casa destruída, cada vez mais, e temos muito medo de estar lá. Vejo que o assunto não está a ser resolvido e não se estão a preocupar com o problema das casas”, lamentou Paula Tomás. A moradora avisa que há muros a cair e a própria sente na pele os impactos dos rebentamentos. “Tenho a casa toda rachada por fora e por dentro e cada vez temos mais medo de estar em casa. Não sabemos o que fazer, pedimos grande urgência numa solução para isto”, apelou.
O presidente da câmara, Fernando Paulo Ferreira, disse que as explosões perto da aldeia já não estão a acontecer, conforme decisão administrativa da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), e explica que o município está a fazer vistorias regulares às habitações conforme os moradores as vão pedindo. O objectivo, explicou, é fazer um relatório do ponto de situação das casas antes e depois dos rebentamentos. “Os rebentamentos estão suspensos por isso a degradação não decorrerá dos rebentamentos, o que não significa que não derive da própria pedreira pelos rebentamentos que foram feitos no passado”, notou.
O autarca entende que as vistorias do município às habitações são a melhor forma de os moradores resolverem o seu problema, por exemplo avançando em tribunal contra a Cimpor exigindo compensações ou a reparação dos danos sofridos.

Cimpor contestou suspensão dos rebentamentos
A Cimpor já contestou a decisão da Direcção Geral de Energia e Geologia de suspender os rebentamentos. “Nos últimos tempos a Cimpor começou a redireccionar a exploração da pedreira para outros locais e o que nos tem chegado são algumas queixas, de outras zonas que não A-dos-Melros”, disse o presidente da câmara em Junho deste ano. Em curso está já o estudo sísmico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Os moradores da aldeia, recorde-se, queixam-se que a exploração da pedreira está a causar impactos na qualidade de vida e nas casas, com várias habitações, muros e ruas da localidade a aparecerem com fendas profundas, como O MIRANTE já noticiou. A proibição do uso de explosivos junto da aldeia foi classificado pelos autarcas locais como uma justa e “enorme conquista” para as populações da aldeia.

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