Sociedade | 10-12-2023 15:00

Guilherme deixou crescer o cabelo para doar a crianças com cancro

Guilherme deixou crescer o cabelo para doar a crianças com cancro
Guilherme Barão foi ao barbeiro ao fim de anos a deixar crescer o cabelo. fotoDR

Aos 12 anos Guilherme Barão, de Samora Correia, cortou o cabelo que lhe passava os ombros e doou-o para que sejam criadas cabeleiras naturais para crianças com cancro.

Não gostar de ir ao barbeiro foi o motivo que levou Guilherme Leal Barão a decidir deixar crescer o cabelo. Com o passar dos anos os fios lisos foram ultrapassando a linha do rosto, do pescoço, mas com eles foi crescendo também a vontade de um dia, quando tivessem tamanho suficiente, os deixar cortar para serem doados para o fabrico de perucas naturais destinadas a crianças que perderam o cabelo devido a tratamentos oncológicos ou de outras patologias. E assim foi: aos 12 anos, em Novembro de 2023, o menino de Samora Correia foi ao barbeiro cortar os longos cabelos que já lhe passavam os ombros.
Já com o novo visual, Guilherme Barão deixou-se fotografar com o longo cabelo recém-cortado na mão, preso com um elástico num rabo-de-cavalo, que foi enviado para um dos três destinatários em Espanha que recebem este tipo de doações. O jovem e a sua família esperam que esta atitude possa inspirar outros a ter semelhante gesto solidário para com aqueles que perdem o seu cabelo por causa de doenças, pois, embora uma cabeleira não cure problemas de saúde pode ajudar, pelo menos, a melhorar a auto-estima.
Desde 2015 que não é possível doar cabelo em Portugal por decisão da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que trabalha directamente com perto de meia centena de cabeleireiras, as “suficientes para colmatar as necessidades dos doentes oncológicos” apoiados pela instituição. Nesse sentido, os portugueses que como Guilherme Barão querem doar cabelo têm que o enviar para instituições internacionais como a Mechones Solidários, Pekelucas El Banco de Pelo ou Asociación Espanola Contra o Cancro, em Espanha, para a Solid Hair, em França, ou a Associação Rapunzel Solidária, no Brasil.
Para que possa ser feita uma doação com esta finalidade é necessário que o cabelo tenha um comprimento mínimo de 30 centímetros e esteja lavado e completamente seco. O cabelo deve ser preso com um elástico num rabo-de-cavalo e depois feita uma trança no final, à qual deve ser colocado outro elástico. O ponto de medição do corte é feito acima do primeiro elástico. Caso o cabelo seja muito denso deve ser dividido em quatro ou mais tranças.

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