Sociedade | 12-12-2023 07:00

Mau estado dos autocarros da Rodoviária motiva queixas em Azambuja

Mau estado dos autocarros da Rodoviária motiva queixas em Azambuja
Presidente da Câmara de Azambuja, o socialista Silvino Lúcio, diz que operadoras de transporte público rodoviário de passageiros presta péssimo serviço aos utilizadores na Lezíria do Tejo

Portas fechadas com cordões, excesso de lotação e falta de peças em partes de um veículo são algumas das reclamações sobre estado dos autocarros utilizados para o transporte público em Azambuja. Presidente da câmara diz que operadoras estão a prestar um péssimo serviço aos utilizadores na Lezíria do Tejo.

O serviço prestado pela Rodoviária do Tejo no concelho de Azambuja voltou a ser alvo de críticas e preocupação na última reunião do executivo da Câmara de Azambuja. Em causa estão autocarros utilizados para o transporte escolar que circulam com excesso de lotação cuja parte traseira não está completa e há até veículos onde as portas de entrada e saída de passageiros são fechadas com cordões.
O alerta foi feito pelo vereador do PSD, José Paulo Pereira, que é professor na Escola Secundária de Azambuja e que já demonstrou em reuniões anteriores o seu desagrado e preocupação com o estado em que se encontram os autocarros que circulam naquele concelho. Para comprovar o que disse, o autarca disponibilizou-se a partilhar uma fotografia tirada pelo próprio, à qual O MIRANTE teve acesso, onde é visível que “a parte traseira não estava completa” e que “havia um buraco no autocarro”. “Estamos a atingir este nível de terceiro mundo. Temos autocarros que trazem gente a mais e autocarros que fecham as portas com cordões. Isto é inadmissível”, afirmou José Paulo Pereira, que questionou o presidente do município se o mesmo cenário se verifica nos concelhos limítrofes servidos pela mesma empresa de transporte público rodoviário de passageiros.

As explicações da Rodoviária do Tejo
O administrador da Rodoviária do Tejo, Jaime Pinheiro, em resposta a O MIRANTE, refere, relativamente à lotação, que “o transporte de passageiros de pé nos autocarros é permitido, desde que o modelo da viatura em causa esteja homologado com lotação mista e que a distribuição de passageiros cumpra com os limites determinados por lei”. Em relação ao estado de condição das viaturas, o administrador garante que “sempre que é feito o reporte de não conformidades, a organização procura actuar com a celeridade possível”, mas que “esta resposta nem sempre tem a eficácia” desejada. “Estamos empenhados em melhorar este aspecto através de um pacote de medidas que incluem a implementação de acções de melhoria contínua nos nossos processos internos, assim como o investimento em algumas viaturas mais recentes, que contribuam para um aumento da qualidade de serviço oferecida”, acrescenta.

Presidente da câmara fala em “péssimo serviço”
Em resposta ao vereador do PSD, o socialista Silvino Lúcio garantiu que os presidentes de câmara de outros municípios da Lezíria do Tejo se queixam do mesmo e considerou que as empresas que prestam serviços de transporte neste território estão a “prestar um péssimo serviço” aos utilizadores. “É global e não é por acaso que está a crescer a hipótese de se criar sistema alternativo de transporte” da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), proposta que “a seu tempo” irá ser apreciada pelo executivo municipal de Azambuja.
Tal como O MIRANTE noticiou, a CIMLT aprovou a 7 de Novembro, em reunião do conselho intermunicipal, a proposta para a criação de uma empresa de transportes públicos rodoviários para operar no seu território. O processo seguiu para apreciação da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) e, depois do parecer dessa entidade, será colocado à votação pelos executivos camarários e assembleias municipais dos 11 concelhos da Lezíria do Tejo, território onde prestam serviço, há muitos anos, a Ribatejana e a Rodoviária do Tejo.

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