Sociedade | 13-12-2023 10:00

Munícipes do Entroncamento sentem-se inseguros e assustados

Munícipes do Entroncamento sentem-se inseguros e assustados
Maria Barateiro e Beatriz Pereira, Mário Silva e José Zacarias

Em semana de aniversário da elevação do Entroncamento a concelho, O MIRANTE falou com alguns residentes que partilharam a sua visão sobre o município e o seu desenvolvimento nos últimos anos.

Sentimento de insegurança e falta de capacidade de gerar postos de trabalho são algumas das preocupações que os munícipes do Entroncamento têm em relação ao estado actual do concelho. Numa altura em que o ambiente político no Entroncamento tem vivido dias atribulados, nomeadamente com os chumbos de vários projectos por parte da oposição, O MIRANTE foi para a rua na semana em que o município celebrou o 78º aniversário de elevação a concelho para ouvir o que o povo tem a dizer.
Para Mário Silva, Maria Barateiro e Beatriz Pereira, a falta de segurança e de emprego são as grandes lacunas que teimam em ser resolvidas. Todos lamentam os constantes episódios de violência e que já resultaram na perda de vidas em pleno centro da cidade. Os três munícipes concordam que o concelho tem potencial para crescer, mas que se encontra estagnado e muito distante do que já foi noutros tempos.
Mário Silva, reformado da área de finanças, acredita que os apoios às famílias carenciadas e a rede de transportes urbanos são, de momento, os pontos mais positivos do concelho. O presidente do Orfeão do Entroncamento, de onde sai, várias vezes, tarde para se dirigir até sua casa, confessa que a falta de segurança o assusta. “Por vezes, saio da sede por volta das 23h00 e desloco-me a pé até minha casa porque é um percurso curto, no entanto, com os casos de violência e criminalidade que temos vivido, sinto-me inseguro. Lamento a falta de efectivo na PSP e a incapacidade para resolver a questão”, afirma.
Maria Barateiro foi professora de primeiro ciclo e, na sua opinião, o encerramento do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner foi uma má decisão, sendo totalmente contra a demolição do edifício, uma vez que considera existirem opções de reabilitação mais rentáveis para o município. Beatriz Pereira lamenta a perda de movimento que o concelho tem sentido, principalmente a nível do comércio local que é cada vez menos, e o facto de o Entroncamento ser, neste momento, “uma cidade-dormitório”.
José Zacarias vive no concelho há 12 anos e refere que não tem razão de queixa. No entanto, concorda que o concelho precisa de um aumento do número de efectivo na PSP para fazer face à situação de insegurança que se vive actualmente. Para os quatro residentes com quem O MIRANTE falou, os serviços de saúde no concelho funcionam bem e, no que lhes diz respeito, têm conseguindo dar respostas às necessidades.

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