Sociedade | 02-01-2024 12:00

Chamusca pode perder três milhões de financiamento para obras na escola sede

Chamusca pode perder três milhões de financiamento para obras na escola sede
Paulo Queimado foi confrontado com as queixas de eleitos da assembleia municipal

Presidente da câmara afirma que verbas protocoladas para financiamento de obras na escola sede do concelho da Chamusca deverão ficar pelo caminho. Se o cenário se confirmar, município pondera recorrer a crédito bancário, uma vez que tem várias obras em curso.

As obras de remodelação e requalificação da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e Secundária da Chamusca sofreram novo revés, embora a empreitada continue em execução. Paulo Queimado, presidente do município, anunciou na última sessão de assembleia municipal que a autarquia deverá ficar sem o financiamento de aproximadamente três milhões de euros, numa empreitada que tem um custo total de cerca de cinco milhões. “Temos estado em negociações. Havia a promessa de que, em fase de reprogramação do PO Regional, teríamos o reforço de cerca de 2,3 milhões (…) Estamos a ser penalizados em cerca de três milhões de euros porque fomos dos primeiros a avançar com esta medida. O que nos foi transmitido é que provavelmente não vai haver verbas para executar a reprogramação. Isto vai-nos trazer um problema porque sempre nos foi dito que ia haver este reforço. Disse que ia devolver o cheque do PT2020, mas foi-nos transmitido para esperarmos, só que entretanto caiu o Governo. Estamos numa situação de não decisão (…) provavelmente só lá para Setembro é que vamos ter uma resolução”, disse, em resposta a uma questão colocada pela eleita São Gaudêncio, da bancada da CDU.
Paulo Queimado notou ainda a falta que a verba vai fazer a curto-prazo na gestão da autarquia. “Estes três milhões vão-nos fazer falta, sobretudo para situações de tesouraria (…) Se isto derrapar ficamos com um ano inteiro comprometido. Se não houver nenhuma resolução nos primeiros meses do ano, vamos eventualmente recorrer a um empréstimo para as obras que estão em curso”, sublinhou. Recorde-se que duas das grandes empreitadas que estão em curso na vila da Chamusca estão a avançar com capitais do município e ainda não há certezas sobre se vão ter financiamento de fundos comunitários. A requalificação do complexo municipal das piscinas e a construção do novo arquivo histórico e municipal vão envolver um investimento total de cerca de cinco milhões de euros.

Um cenário frequente na Chamusca
À semelhança do que tem acontecido com as intervenções nas piscinas municipais, nas obras de requalificação urbana, entre outras, a requalificação da Escola EB 2,3/S da Chamusca também tem sofrido atrasos sucessivos, principalmente numa fase mais prematura da empreitada. Inicialmente estava previsto realizar a obra de uma só vez, mas o executivo decidiu realizá-la por fases, edifício a edifício, o que tornou a obra mais cara à medida que o tempo foi passando.

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