Sociedade | 12-01-2024 10:17

Utentes do Tribunal de Vila Franca de Xira sem casas de banho para usar

Utentes do Tribunal de Vila Franca de Xira sem casas de banho para usar

Rebentamento de um cano a 8 de Janeiro por pouco não deixou processos do arquivo mergulhados em água.

Desde 8 de Janeiro que quem se desloca ao Palácio de Justiça de Vila Franca de Xira não tem sanitários públicos para usar e tem de aliviar as necessidades nos cafés das proximidades. Tudo porque os sanitários públicos do tribunal sofreram um rebentamento de um cano que inundou o arquivo do tribunal e, apurou O MIRANTE, por pouco vários processos não ficaram debaixo de água, valendo a rápida intervenção e espírito de improviso dos funcionários judiciais.

Uma ala inteira do tribunal está agora com a água cortada e não há água nos lavatórios e casas de banho do lado esquerdo do tribunal. Os funcionários têm sido obrigados a recorrer às casas de banho que restam, nos juízos de família e menores ou Tribunal do Trabalho (noutros edifícios) ou no Departamento de Investigação e Acção Penal. Alguns funcionários revelaram a O MIRANTE que o assunto já está identificado, inclusive, pelos serviços da Câmara de Vila Franca de Xira que está a tentar ajudar a resolver o problema.

O facto dos sanitários públicos estarem encerrados ao público tem gerado fortes críticas da comunidade que fica sem alternativas e é obrigada a deslocar-se aos cafés das proximidades.

Este é mais um caso que evidencia o acentuado estado de degradação do tribunal da cidade, depois de em Maio do ano passado o espaço ter sido notícia, também, por uma procuradora do Tribunal de Trabalho, que se deslocou ao palácio de justiça durante um dia chuvoso, ter escorregado no piso de madeira degradado no pátio do tribunal e ter caído com violência junto aos contentores que servem de secções e salas de audiência improvisadas. Ainda que a queda não tenha causado ferimentos na magistrada, o acesso aos pontões de madeira acabou por ser vedado aos visitantes e funcionários do espaço para prevenir futuros acidentes. Quem ali trabalha e os sindicatos há muito lamentam que o espaço esteja a chegar a um estado de avançada degradação e criticam a demora na realização de obras. Há ratos e infiltrações no espaço e a própria presidente da Comarca de Lisboa Norte, Anabela Rocha, já havia admitido que a situação não é aceitável.

* Reportagem desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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