Sociedade | 19-01-2024 12:00

A presidente que gosta de ouvir e falar com as pessoas

A presidente que gosta de ouvir e falar com as pessoas
Luísa Henriques está no primeiro mandato como presidente da União de Freguesias de Madalena e Beselga, em Tomar

Luísa Henriques é operadora de comunicações e presidente da Junta de Madalena e Beselga. Nesta entrevista diz que as suas maiores preocupações são o bem-estar da população e a educação do seu filho.

Sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo e presidente da União de Freguesias de Madalena e Beselga. É na função de presidente da junta que se sente mais confortável, sublinhando que nunca se sentiu discriminada por ser mulher autarca. A O MIRANTE assume que as suas maiores preocupações são o bem-estar da população e a educação do seu filho.

Luísa Henriques nasceu a 8 de Maio de 1976 e é a única mulher a presidir uma junta de freguesia no concelho de Tomar. Começou na política como secretária da assembleia de freguesia, influenciada pelo pai, sendo actualmente a presidente de União de Freguesias de Madalena e Beselga. Luísa Henriques cresceu em Casais da Madalena e teve uma infância feliz, marcada por momentos em família. Estudou Engenharia Química Industrial no Instituto Politécnico de Tomar, mas o gosto pela causa pública evidenciou-se; além de presidente de junta, trabalha como operadora de comunicações no Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo, situado em Praia do Ribatejo. Gosta de atender pessoas, ouvi-las e preocupa-se com o bem-estar da população. O maior desafio da sua vida é ser mãe e educar o filho para que ele seja respeitador e um bom ser humano.

Como chegou à política?
O meu pai fez parte da assembleia de freguesia e, posteriormente, do executivo. Tinha três filhos e fui a única que segui os seus passos. Quando era jovem gostava muito de ler sobre o 25 de Abril, ouvir os meus avós sobre como era a vida antigamente. De forma natural entrei para a assembleia de freguesia, com os meus 20 anos, ganhei gosto e fui trilhando o meu caminho.
É mais difícil gerir a sua família ou a freguesia? 
Não tenho muito tempo para gerir a minha família por causa do meu trabalho no comando. Acaba por ser o meu marido a ter que gerir muitas coisas, porque também tenho a sorte, ou o azar, de trabalhar por turnos.
A quem deu o primeiro abraço quando soube que ganhou a junta?
O primeiro abraço foi à ex-presidente de câmara, Anabela Freitas, quando cheguei à Corredoura (Rua Serpa Pinto) em Tomar e nos vimos. Foi um abraço que me marcou. Ser presidente de junta não era coisa que ambicionasse muito ser, mas senti obrigação de fazer alguma coisa pelas freguesias, que estão cada vez mais envelhecidas.
Como é que a chamam quando passam por si na rua?
Umas pessoas chamam-me Luísa, outras chamam-me presidente e outras a Luisita, depende das zonas. Nas aldeias onde vivi quando era criança, de onde eram os meus avós maternos, as pessoas mais velhas chamam-me Luisita, porque a minha mãe também é Luísa. Não faço questão nenhuma que me chamem presidente, embora me sinta muito confortável nessa pele. Não sinto qualquer discriminação pelo facto de ser mulher.

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