Sociedade | 27-01-2024 10:00

Autarca de Sardoal nega que militares da Unidade de Protecção e Socorro estejam mal instalados

Autarca de Sardoal nega que militares da Unidade de Protecção e Socorro estejam mal instalados
Os militares da UEPS têm um papel importante no ataque inicial a fogos florestais em helicóptero ou viaturas ligeiras. FOTO - GNR UEPS - Unidade de Emergência de Proteção e Socorro

O presidente da Câmara do Sardoal afirma que os contentores onde funcionam as instalações da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro da GNR têm todas as condições.

Militares utilizam casas-de-banho e cozinha dos bombeiros municipais assim como as instalações da GNR, que se situa a cerca de 200 metros do quartel dos bombeiros, onde estão instalados os contentores.

Miguel Borges, presidente da Câmara do Sardoal, garante que os oito militares da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR) que se encontram em permanência na vila desde 2018 estão instalados nas devidas condições. Desde o início que trabalham em três contentores, localizados na parada no quartel dos Bombeiros Municipais do Sardoal, e utilizam as casas-de-banho - para tomarem banho e trocarem de roupa - do antigo centro de saúde da vila. Também têm à disposição a casa-de-banho e a cozinha dos BMS assim como as instalações da GNR, que se situam a cerca de 200 metros do quartel dos bombeiros.
As explicações de Miguel Borges foram dadas a O MIRANTE após uma denúncia anónima que dava conta de os militares estarem em condições precárias. “Existem escolas que funcionam em contentores e têm todas as condições necessárias, assim como estes contentores também têm todas as condições. Os militares da UEPS podem utilizar as instalações dos bombeiros e da GNR”, disse. Segundo o autarca, os contentores pertencem à Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), sendo que a Câmara do Sardoal celebrou um protocolo com essa entidade com o objectivo de disponibilizar as instalações dos bombeiros municipais para a implantação dos contentores. E reforçou que a responsabilidade de instalar os militares é da GNR.
A missão dessa unidade é o combate e ataque inicial a incêndios florestais em helicóptero ou viaturas ligeiras, disponíveis no Centro de Meios Aéreos situado no Sardoal e que estão em permanência no concelho. A equipa é formada por cinco, oito ou 12 militares estando equipada com material sapador pronta para o combate directo às chamas.
Através de protocolo de cooperação, o município do Sardoal presta o apoio necessário à ANEPC. Miguel Borges considera fundamental que o Centro de Meios Aéreos permaneça no Sardoal. “Além de termos um heliporto na vila temos também a operacionalidade da resposta rápida que como estamos no interior e no centro do país é imprescindível para conseguirmos chegar mais rápido ao socorro”, refere.
O MIRANTE contactou o gabinete de imprensa da GNR para obter mais esclarecimentos mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.

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