Sociedade | 28-01-2024 07:00

Prédio da Câmara de Alpiarça em Lisboa com meia dúzia de interessados

Na segunda hasta pública promovida pela Câmara de Alpiarça para vender um prédio na Avenida de Berna, em Lisboa, apareceram seis interessados. Município aguarda que quem fez a proposta vencedora, na casa dos dois milhões de euros, pague a primeira tranche para se avançar com a escritura de compra e venda.

Depois de a primeira hasta pública realizada pela Câmara de Alpiarça para vender um prédio na Avenida de Berna, em Lisboa, ter ficado sem efeito, na segunda tentativa apareceram seis propostas. A informação foi avançada pela presidente do município, a socialista Sónia Sanfona (PS), em reunião do executivo.
“Quem fez a proposta vencedora não sei se foi uma empresa ou a título individual, vai ser notificado para que proceda ao pagamento da primeira tranche para depois celebrarmos a escritura”, referiu a autarca. Recorde-se que, como O MIRANTE noticiou, a Câmara de Alpiarça avançou, em Setembro do ano passado, com uma hasta pública, que teve um interessado, mas como não seguiu os procedimentos legais o negócio ficou sem efeito. Entretanto, o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) demonstrou interesse na aquisição do prédio mas o negócio também não avançou.
A hasta pública tinha um valor base de dois milhões e 350 mil euros para alienação do prédio com dez apartamentos doado ao município ribatejano há décadas pelo benemérito Manuel Nunes Ferreira. Sónia Sanfona garante que o valor agora apresentado pela proposta vencedora é semelhante ao valor base da hasta pública. Recorde-se que, em sessão camarária, Sónia Sanfona explicou que o prédio está em condições muito precárias. “Se optássemos pela recuperação seria uma elevada despesa para a autarquia, dinheiro que não temos, por isso consideramos mais vantajoso a sua alienação”, justificou na altura Sónia Sanfona. O vereador da CDU, João Pedro Arraiolos, manifestou-se contra a hasta pública e recordou que o seu partido defende que o imóvel deveria continuar na posse do município e avançar com obras de reabilitação.
A presidente lamenta que o prédio em causa não tenha sido alvo de obras de conservação ao longo dos anos que permitissem a sua manutenção em condições para albergar os inquilinos e poder rentabilizar a sua utilização. “Não se fez nada de substancial para a manutenção do prédio. Os inquilinos é que fizeram obras por contrapartida ao pagamento das rendas. Ou temos capacidade financeira para fazer obras, o que não temos, ou fazemos uma alienação. É uma questão de boa gestão e temos que gerir o património público”, sublinhou Sónia Sanfona, acrescentando que nos últimos meses o município tem tentado libertar, dentro das possibilidades, os arrendamentos que ainda existem naquele prédio.

Benemérito deixou prédios em Lisboa e Amadora

Manuel Nunes Ferreira foi um benemérito que deixou em testamento, datado de 1937, um imóvel urbano sito na Avenida de Berna, nº 44-B (Avenidas Novas), em Lisboa, constituído por prédio urbano composto por dez apartamentos e duas lojas; imóvel urbano sito na Rua Tomás da Anunciação nº 84 e 84-C (Campo de Ourique), em Lisboa, composto por 14 apartamentos e duas lojas; imóvel urbano sito na Avenida Comandante Luís António da Silva, nº 32, na Amadora, composto por dez apartamentos e uma loja.
O benemérito deixou escrito em testamento que deixa os seus bens à “Câmara Municipal de Alpiarça para o Asilo dos Velhos da mesma vila”, que mais tarde se transformou em Instituição José Relvas e posteriormente em Fundação José Relvas, não podendo este legado ter outra aplicação.

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