Sociedade | 28-01-2024 10:00

Purificação Reis e Pedro Machado dizem que aeroporto é oportunidade de ouro para a coesão territorial

Purificação Reis e Pedro Machado dizem que aeroporto é oportunidade de ouro para a coesão territorial
Purificação Reis, presidente da ACISO Ourém/Fátima, e Pedro Machado, presidente da Agência Regional de Promoção Externa do Centro de Portugal, defendem que a opção Santarém é a que melhor serve a região centro do país

Pedro Machado, antigo presidente do Turismo do Centro, diz que o novo aeroporto em Santarém seria uma oportunidade de ouro para criar coesão territorial.

A construção do novo aeroporto de Lisboa no concelho de Santarém seria um passo decisivo para aumentar a coesão territorial, a sustentabilidade e a competitividade do país. Quem o diz é Pedro Machado, antigo presidente do Turismo do Centro e que actualmente lidera a Agência Regional de Promoção Externa do Centro de Portugal, que teve a intervenção mais aplaudida na sessão realizada em Santarém para apresentação do relatório preliminar da Comissão Técnica Independente (CTI).
Pedro Machado diz que a opção até agora considerada mais viável – a do campo de tiro da Força Aérea em Benavente – “é claramente a que mais atenta contra esse processo de sustentabilidade, de coesão territorial e de competitividade para o país”. E acrescenta que é preciso acabar com alguns mitos, como o de que Lisboa serve o país. Isso é verdade, afirma, “mas o país também serve Lisboa”. E deu o exemplo de Fátima, quarto destino com mais concentração de dormidas turísticas no país, que em 2023 teve 70 mil das 100 mil dormidas de sul-coreanos em Portugal, para dizer que o país também fornece tráfego e fluxo turístico à capital.
Vincando que a decisão política sobre o novo aeroporto vem a reboque de um défice que o país vem sentindo há décadas Pedro Machado considera que este investimento público é uma grande oportunidade de o país corrigir e cumprir esse desígnio e de criar verdadeiramente coesão territorial. Depois, apontando à Comissão Técnica Independente, declarou que a sua responsabilidade e compromisso deve ser com o país apelando à sua isenção e sentido de responsabilidade. “Está aqui uma oportunidade de ouro do país corrigir um abcesso que tem sete décadas. E o país não é servido por Lisboa, o país é servido pelo território nacional. Nós no turismo queremos dar esse contributo e demos esse exemplo”, rematou.
Também a presidente da ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima, Purificação Reis, referiu a relevância turística de Fátima no contexto nacional e defende que a opção Santarém é a que melhor serve a região Centro do país, que considera “por vezes abandonada” no que toca aos grandes investimentos em infraestruturas.
Maria do Rosário Partidário respondeu às considerações de Pedro Machado, de que a CTI não terá tido na devida conta a mais valia que a solução Santarém pode representar para a coesão territorial do país dizendo que a missão da CTI foi avaliar estritamente as diversas opções estratégicas para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa e não abordar outras matérias. “Não temos mandato para isso nem pretendemos ter”, declarou.

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