Sociedade | 31-01-2024 10:00

Passagem de nível em VFX continua a fazer vitímas mesmo com vigilância policial

Passagem de nível em VFX continua a fazer vitímas mesmo com vigilância policial
Passagem de nível do cais de Vila Franca de Xira é há muito um problema de segurança no centro da cidade

A pressa, o desrespeito pela sinalização e o alheamento geral face ao perigo continuam a ser os principais factores de risco. Poucos dias antes do Natal uma pessoa perdeu a vida colhida por um comboio na passagem de nível do cais de Vila Franca de Xira, um local que em 14 anos já ceifou a vida a 31 pessoas.

A passagem de nível do cais, em Vila Franca de Xira, continua a ceifar vidas no centro da cidade e a morte de um homem na noite de 17 de Dezembro de 2023, colhido por um comboio, veio reavivar as preocupações de segurança da comunidade para com aquela passagem. O corpo foi colhido e arrastado pelo comboio durante vários metros até a composição conseguir parar e a pessoa teve morte imediata. A recolha do cadáver obrigou a interromper a circulação ferroviária nos dois sentidos durante quase três horas. O acidente veio avivar as preocupações sobre uma passagem que, em 14 anos, já matou 31 pessoas e tem sido vigiada desde Março de 2021 por agentes da Polícia de Segurança Pública em serviço gratificado pago pela Infraestruturas de Portugal, para impedir que as pessoas atravessem a via quando as cancelas estão fechadas. Mesmo assim as mortes continuam a acontecer.
“Continuamos muito preocupados com a segurança naquela passagem de nível e apelamos a toda a comunidade para que não facilite e redobre a atenção sempre que a tiver de atravessar”, refere a O MIRANTE o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, Ricardo Carvalho. O autarca lamenta a perda de mais uma vida naquele local e avisa que muitas vezes os acidentes acontecem porque as pessoas atravessam a linha a olhar para o telemóvel em vez de terem o cuidado de confirmar se o atravessamento pode ser feito em segurança.
“É uma passagem muito movimentada e as pessoas têm de perceber que é preciso muito cuidado. Incluindo não estar perto da linha porque só a deslocação do ar provocado pela passagem dos comboios de alta velocidade cria uma sucção do ar que é perigosa”, refere Ricardo Carvalho que, ele próprio, sofreu na pele a morte de um familiar naquele local quando era criança.

Atravessar indevidamente pode dar multa
O vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, já havia confessado em entrevista a O MIRANTE que aquela passagem de nível é uma das maiores preocupações que a empresa tem na Linha do Norte. Os agentes da PSP estão na passagem de nível sete dias por semana numa acção sobretudo pedagógica, mas quem arriscar ignorar as ordens e atravessar a linha quando as cancelas estão fechadas arrisca uma contra-ordenação cuja coima são 50 euros.
Os maiores problemas vivem-se nas horas de ponta quando a cancela chega a ficar fechada perto de 15 minutos para deixar passar seis comboios diferentes, o que leva alguns moradores a tentarem arriscar atravessar. Também o período da noite é mais desafiante para as autoridades. A pressa, o desrespeito pela sinalização e o alheamento geral face ao perigo, nomeadamente devido ao uso do telemóvel, são os factores de risco.
Para ajudar a evitar acidentes também esteve nas ruas nos últimos dois anos uma campanha de sensibilização à população para os cuidados a ter no atravessamento da passagem de nível, onde vários cidadãos emprestaram a sua imagem para alertar a comunidade para a necessidade de não facilitar o atravessamento da via. Entre as figuras da terra encontravam-se Sofia Lixa, Amália Rodrigues, José de Carvalho, Vasco Pereira, José Francisco Pereira e David Silva.

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