Sociedade | 01-02-2024 16:24

Defensores de aeroporto em Alverca destacam custos astronómicos das opções Benavente e Vendas Novas

O engenheiro José Furtado tem sido uma das vozes mais activas na defesa da solução Alverca para o novo aeroporto. FOTO ARQUIVO MIRANTE
O engenheiro José Furtado tem sido uma das vozes mais activas na defesa da solução Alverca para o novo aeroporto. FOTO ARQUIVO MIRANTE

Os promotores que advogam uma solução aeroportuária Portela+Alverca para a capital dizem que as opções Benavente e Vendas Novas para localização do novo aeroporto podem ficar na história da aviação como as mais caras de sempre a nível mundial.

Os promotores da solução Alverca+Portela para ampliação da capacidade aeroportuária de Lisboa dizem que as opções Benavente e Vendas Novas para localização do novo aeroporto podem ficar na história da aviação como as mais caras de sempre a nível mundial, com custos associados para a sua construção superiores a 11 mil milhões de euros. Pelas suas contas, tanto a hipótese Benavente como a de Vendas Novas superariam os custos dos aeroportos de Osaka (10 mil milhões de euros) e Londres-Heathrow (6 mil milhões de euros).

O grupo de engenheiros e economistas defensor da solução Alverca+Portela, de que José Furtado e Carmona Rodrigues têm sido os principais rostos, marcaram a sua posição no período de discussão pública do relatório preliminar da Comissão Técnica Independente (CTI) que avaliou as diversas opções para localização do novo aeroporto. Alverca foi uma opção riscada pela CTI mas os seus defensores continuam a insistir que a fusão da Portela mais Alverca é a solução mais vantajosa para o país e muito menos onerosa do que as opções Benavente e Vendas Novas, que, entre outros elevados custos associados, obrigarão a estender a rede de ferroviária de alta velocidade à margem sul e a uma nova ponte sobre o Tejo.

“O melhor indicativo da área necessária para um novo aeroporto concebido em 2023 para o século XXI, são os aeroportos que se mantiveram no mesmo local até esgotar a capacidade (Londres-Heathrow) e, também, os aeroportos que constroem só o que precisam por o custo/m2 da área da plataforma ser muito caro, de que são exemplos: Aeroportos que crescem à custa de expropriações urbanas - ampliação Londres-Heathrow; Aeroportos cuja plataforma é sobre águas profundas - Osaka é o expoente máximo”, alega.

Em entrevista a O MIRANTE publicada em Julho de 2023, José Furtado dizia que os dois critérios ambientais que chumbaram Alverca eram errados. “Ou foi ignorância ou foi má-fé”. E explicou melhor: “Todos diziam que Alverca não podia ser aproveitada porque a pista conflituava com a outra pista da Portela. Bastou rodar uma pista, que foi o que se fez em Paris, por exemplo. Portanto, vamos envergonhar todos os que disseram, todos estes anos, e que defenderam Alcochete, que Alverca não tem hipóteses. O aeroporto em Alcochete, se for em frente, vai ocupar 7.500 hectares, que é o tamanho do maior Campo Militar da Europa. Não há memória de uma aberração destas. Não há caso único caso no mundo que tenha acabado com um campo de tiro operacional, ainda por cima num território considerado único no mundo”.

A CTI responsável pela avaliação estratégica ambiental para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa apresentou, em 5 de Dezembro de 2023, o relatório preliminar, que servirá de base para a decisão do Governo sobre o novo aeroporto. A comissão considerou que, das nove opções em estudo, o campo de tiro da Força Aérea no concelho de Benavente é a que apresenta mais vantagem, com uma primeira fase em modelo dual com o Aeroporto Humberto Delgado (Portela), passando depois para uma infraestrutura única na margem sul do Tejo. Vendas Novas, Santarém e Montijo foram outras localizações avaliadas.

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