Sociedade | 01-02-2024 14:16

Protesto de agricultores deixa ponte da Chamusca e vai para junto da A23

Protesto de agricultores deixa ponte da Chamusca e vai para junto da A23

A mudança de local "está a ser articulada com a GNR", explicou à Lusa o porta-voz do movimento que garante que "o agricultores estão todos unidos e a uma voz tem que ser ouvida em vários pontos" do país.

Os cerca de 800 agricultores e 100 tratores concentrados na Ponte da Chamusca vão deslocar-se para um novo ponto de protesto e cortar o trânsito na Autoestrada 23, informou o Movimento Civil de Agricultores. "Na Chamusca, o protesto está cumprido e agricultores e máquinas estão a reunir-se num ponto de encontro para avançar para a A23, onde a via irá ser cortada junto à saída da Cardiga, em direcção a Tomar", disse à agência Lusa o porta-voz do movimento para a zona do Ribatejo e Oeste, Nuno Mayer.

De acordo com Nuno Mayer, o protesto concentrou, "desde muito cedo, cerca de 800 agricultores e mais de uma centena de tratores" que durante amanhã de hoje condicionaram o trânsito na Ponte da Chamusca, que chegou a estar cortada durante algumas horas. A mudança de local "está a ser articulada com a GNR", explicou à Lusa o porta-voz do movimento que garante que "o agricultores estão todos unidos e a uma voz tem que ser ouvida em vários pontos" do país.

Na zona do Ribatejo e Oeste, o protesto foi concentrado na Ponte da Chamusca depois de duas autarquias da região, Barquinha e Entroncamento, terem recusado autorizar manifestações nos seus concelhos.Uma posição criticada, durante o protesto, por um dos porta-vozes dos agricultores do Oeste e Ribatejo, José Azeia, lamentado que os autarcas de “dois municípios com uma grande vertente agrícola, se calhar entendam que o mundo da agricultura está bem”.

Visão diferente têm os agricultores que, acrescentou, se sentem "enganados e menosprezados" pelo Governo, e que pretendem com esta mobilização mostrar o "descontentamento pelo abandono total do Ministério da Agricultura perante os seus agricultores". José Azeia vincou tratar-se de “uma forma de protesto pacífica, coordenada pela GNR", que tem "algum impacto na vida das pessoas" mas garantiu "que está tudo ordenado para os veículos de emergência médica possam passar".

Na Chamusca, o protesto contou com a presença do cabeça de lista da CDU pelo distrito de Santarém às eleições legislativas antecipadas de 10 de março, Bernardino Soares. Em declarações à agência Lusa, o candidato alertou para a necessidade de “preservar esta produção agrícola” com “políticas diferentes, em que os apoios cheguem a horas”.

Manifestantes e tratores, exibindo faixas e cartazes com frases como "O nosso fim é a vossa fome", "Sem agricultores não há futuro" e "Estão a querer roubar o meu futuro", seguem agora para a A23, via que ficará cortada ao trânsito.

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