Sociedade | 03-02-2024 15:00

Cidade do Vinho 2024 em quatro municípios do Ribatejo

Cidade do Vinho 2024 em quatro municípios do Ribatejo
Conversa sobre “Enologia no Feminino” abriu acções da Cidade do Vinho 2024 em Santarém

Almeirim, Alpiarça, Cartaxo e Santarém são responsáveis pelo projecto “Cidade Portuguesa do Vinho" em 2024, promovido pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho. O programa vai contar com diversas actividades ao longo do ano.

O presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT) acredita que a Cidade do Vinho 2024, evento organizado pelos municípios de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo e Santarém, vai impulsionar o turismo na região. Em declarações à Lusa, José Manuel dos Santos, considera que esta iniciativa “vai dar mais notoriedade ao Ribatejo” não só no mercado nacional mas também na zona transfronteiriça com a Espanha. “O vinho é um tema que promove muito território e a nossa expectativa é que o Ribatejo possa ser um destino e uma região mais falada no mercado nacional e na zona fronteiriça com a Espanha”, disse.

A Cidade do Vinho 2024 resulta de iniciativa conjunta dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo e Santarém, que se candidataram ao projecto "Cidade Portuguesa do Vinho", organizado pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV). A ideia de candidatura à Cidade do Vinho 2024 surgiu do Pelouro do Apoio ao Desenvolvimento Agrícola do Município de Santarém, e que rapidamente se estendeu aos Municípios de Alpiarça e Almeirim e seguidamente ao Município do Cartaxo.

“O vinho e a vinha assumem-se como determinantes da paisagem e da identidade sociocultural dos quatros concelhos. Podemos dizer que o poder do vinho reuniu os 4 Municípios, pois o Ribatejo e a Região do Tejo são uma das mais antigas regiões produtoras de vinho de Portugal, mas nunca tinham sido Cidade do Vinho”, explicou o vereador da Câmara de Santarém, Nuno Russo, à Lusa.

Segundo o autarca, esta iniciativa tem como objectivo valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns da cultura da vinha e do vinho, contribuindo não só “para a valorização do território vinhateiro” mas também “para o desenvolvimento económico, social e cultural da nossa região”.

Para o efeito, vão ser desenvolvidas várias actividades, distribuídas pelos quatro municípios, e que contarão com a participação de 75 entidades (nacionais, regionais, locais e produtores) que, segundo Nuno Russo, “irão valorizar, dinamizar e promover este projeto, que consideramos de grande relevância para o desenvolvimento do território, em todas as suas vertentes”.

De acordo com José Santos, a ERT vai ajudar os municípios na comunicação desta iniciativa, falando da capital do vinho, das suas iniciativas e das quatro localidades que são alvos deste evento. Está prevista uma verba para comunicar esta iniciativa “e tudo aquilo que gira à volta dela, desde a gastronomia, passando pelos restaurantes, até aos vinhos da Lezíria do Tejo”. O presidente da ERT acredita ainda que esta iniciativa vai ter um impacto positivo na economia da região pois “o vinho, que tem tido um papel cada vez mais importante no turismo, tem a capacidade de atrair pessoas que se interessam e mergulham nas raízes deste território”.

O evento inaugural que marcou o arranque da iniciativa ocorreu no passado dia 27 de Janeiro, em Alpiarça, onde foi apresentado o programa anual de eventos, actividades culturais, programas de formação e acções de sensibilização dedicadas ao universo do vinho. Seguiu-se a iniciativa "Enologia no Feminino", no dia 31 de Janeiro, na Sala das Cavalariças da Escola Superior Agrária de Santarém, com a participação de Marta Lourenço, enóloga da Murganheira, de Maria Vicente, enóloga da Ode Winery, de Martta Reis Simões, enóloga da Quinta da Alorna, e com moderação de Madalena Vidigal, consultora de Enoturismo. A iniciativa contou com mais de cem participantes.

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