Sociedade | 17-02-2024 10:00

Cratera no centro de Vila Chã de Ourique sem solução à vista

Cratera no centro de Vila Chã de Ourique sem solução à vista
No centro de Vila Chã de Ourique, concelho do Cartaxo, permanece há mais de uma década um enorme buraco num local onde devia ter sido construído um hotel

No centro de Vila Chã de Ourique permanece há mais de uma década um enorme buraco num local onde devia ter sido construído um hotel, que ficou pelos caboucos.

O terreno foi comprado por investidores australianos que lhe pretendem dar um destino, mas só depois de concluírem o projecto de transformar a Herdade de Vale de Algares num hotel rural.

Ainda não existe projecto para avançar com qualquer construção que elimine a enorme cratera existente há mais de uma década no centro de Vila Chã de Ourique, para onde esteve prevista a construção de um hotel que ficou pelos caboucos. O vice-presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Reis (PSD), explicou a O MIRANTE que os investidores australianos que compraram esse terreno e a Herdade de Vale de Algares, situada a um quilómetro de distância do centro da vila, dão prioridade ao projecto da herdade.
“Existe um projecto para construção de um hotel rural na herdade de Vale de Algares, que estão a recuperar, num investimento de cerca de seis milhões de euros. Após a conclusão deste projecto pretendem avançar para o local onde hoje está um buraco para investir numa unidade hoteleira ou outro projecto semelhante. É um investimento muito grande para o concelho do Cartaxo que pode trazer bastante desenvolvimento económico”, esclareceu Pedro Reis a O MIRANTE.
Em Dezembro de 2013 O MIRANTE contava a história desse empreendimento mal sucedido que resultou num enorme buraco com uma área semelhante à de um campo de futebol. O então vereador do PSD, Vasco Cunha, ironizava dizendo que era o segundo maior buraco do concelho do Cartaxo, a seguir às contas da câmara. A empresa promotora do investimento, Quatro Âncoras, estava então em grandes dificuldades tendo requerido a insolvência depois de passar por um Processo Especial de Revitalização.
Em 2011 essa mesma empresa de investimentos imobiliários, turísticos e agrícolas entregou um processo de licenciamento na Câmara do Cartaxo. O projecto de arquitectura foi aprovado em 2012. Entretanto avançaram as escavações no local mas a Quatro Âncoras nunca apresentou os projectos de especialidade. O que levou o município, no Verão de 2013, a aprovar a caducidade do processo de arquitectura por já se terem esgotado os prazos legais. A Divisão de Urbanismo do município notificou a empresa para exercer o seu direito de audiência prévia em Agosto de 2013 mas não recebeu resposta.
Dois meses depois foi requerida a insolvência no Tribunal do Cartaxo. Entre os credores estavam bancos, Finanças, Segurança Social, uma empresa de engenharia e consultoria, entre outras. O terreno acabou por ficar na posse de um banco, que entretanto o vendeu a um investidor australiano que ali pretende criar uma unidade hoteleira. Não se sabe é quando.

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