Sociedade | 19-02-2024 12:00

Falta de creches e de acesso a cuidados de saúde são as grandes preocupações para os pais de Torres Novas

Falta de creches e de acesso a cuidados de saúde são as grandes preocupações para os pais de Torres Novas
União de Freguesias de Santa Maria, Santiago e Salvador, em Torres Novas, apoiou 17 famílias com cabazes de produtos para bebé para ajudar e incentivar a aumentar a taxa de natalidade

União de Freguesias de Santa Maria, Santiago e Salvador, em Torres Novas, apoiou 17 famílias com cabazes de produtos para bebé para ajudar e incentivar a aumentar a taxa de natalidade.

O MIRANTE conversou com alguns pais que destacaram a necessidade de aumentar o número de creches em Torres Novas e melhorar o acesso a cuidados de saúde.

A iniciativa “Bebé a Bordo”, promovida pela União de Freguesias de Torres Novas - Santa Maria, Salvador e Santiago, entregou 17 cabazes no sábado, 3 de Fevereiro, a casais que foram pais no ano passado e que tenham o registo de nascimento da criança na união de freguesias. O cabaz é constituído por produtos de higiene e brinquedos, no valor de 50 euros, tendo em conta as necessidades de cada criança através de uma consulta prévia aos pais. Os cabazes são um complemento ao apoio monetário de 200 euros que o casal recebe depois do nascimento que visa apoiar as famílias e incentivar ao aumento da taxa de natalidade, explicou a O MIRANTE Pedro Morte, presidente da união de freguesias. No início da sessão o vereador Joaquim Cabral adiantou que nos próximos meses vai abrir uma creche-berçário no edifício do Beira Rio e que as obras do Jardim Escola João de Deus vão estar concluídas.
Solange Barbosa, 30 anos, mãe de duas filhas, com três anos e quatro meses, partilhou a sua experiência de como é viver em Alcorriol, aldeia do concelho de Torres Novas. Apesar das muitas vantagens, nomeadamente o sossego e a liberdade para poder circular sem quase nenhuns constrangimentos, o facto de não ter serviços na localidade é uma das grandes desvantagens, que a obrigam a dirigir-se à cidade para comprar os bens essenciais. Solange Barbosa trabalha numa creche jardim-de-infância, onde a filha mais velha também está, situação que permite poupar nas viagens. A filha mais nova fica com a avó enquanto os pais trabalham, algo que também só é possível pela proximidade que existe quando se vive no meio rural, acrescenta. As dificuldades no acesso aos cuidados de saúde públicos são a sua maior preocupação, que diz já ter recorrido diversas vezes ao hospital privado em Santarém para a filha ser observada. Para Solange Barbosa, Alcorriol precisa de melhorar a rede viária, ter mais pontos de recolha de lixo, e, principalmente, passeios e passadeiras para que as crianças da aldeia possam brincar em segurança.
Cláudio Lopes, 36 anos, destacou a importância do apoio oferecido e da realização da iniciativa onde tem a possibilidade de conviver com outros pais e “trocar ideias” que o ajudem na nova fase da sua vida, como pai pela primeira vez. Encontrar uma creche disponível para deixar a filha foi um grande desafio, para além das preocupações com a falta de acesso a cuidados de saúde. “Numa madrugada tive de ir para Vila Franca de Xira para uma urgência com a minha filha. Saber que a pediatria em Torres Novas está aberta é um descanso porque sei que posso recorrer ao hospital próximo de casa”, acrescenta.
Patrícia Branco, 37 anos, mãe de três filhas, não escondeu a preocupação em relação à segurança da cidade devido aos assaltos e alegados raptos que tem ouvido e que tem sido notícia em O MIRANTE. Tal como outros pais, o serviço de pediatria frequentemente encerrado e a falta de vagas em creches são lacunas que devem ser corrigidas para o bem-estar da população e para garantir a fixação e captação de pessoas.

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