Sociedade | 19-02-2024 15:00

Só faltam dois quilómetros para acabar com pesados no centro de Almeirim

Só faltam dois quilómetros para acabar com pesados no centro de Almeirim
Presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, vereadores e presidentes de juntas de freguesia inauguraram o troço de 400 metros da circular urbana entre o bairro do Pupo e o Vale Peixe

Com a abertura do troço de 400 metros, entre o bairro do Pupo e o Vale Peixe, ficam a faltar dois troços, com uma extensão de cerca de dois quilómetros, para concluir a Circular Urbana de Almeirim. Apesar de andar a ser feita há 16 anos a circular constitui um acto de coragem da autarquia. A única atravessada pela EN 118 que decidiu avançar à sua conta sem ficar à espera do IC3 que nunca mais chega.

Ao fim de 16 anos já só faltam dois troços para completar a circular urbana de Almeirim que tem andado a ser feita aos poucos com meios da câmara e de empreiteiros em simultâneo. O presidente do município, os vereadores socialistas e os presidentes de juntas de Fazendas de Almeirim, Raposa e Almeirim retiraram as grades metálicas que impediam a circulação e assim inauguraram os 400 metros de estrada entre o Bairro do Pupo e a zona de Vale Peixe. A circular começou a ser feita em 2008 pelo anterior presidente da autarquia, José Sousa Gomes, já falecido, com o objectivo de retirar o trânsito de pesados do centro da cidade.
Este troço custou cerca de um milhão de euros, entre aquisição de terrenos, trabalhos de construção da rua e alcatroamento, uma rotunda, bem como a instalação da ciclovia de ambos os lados da estrada. Os dois troços que faltam, na ligação à Estrada Nacional 118, no limite entre os concelhos de Almeirim e Alpiarça, têm uma extensão de cerca de dois quilómetros e a câmara já está a tratar da negociação para a aquisição dos terrenos necessários.
A decisão de construir a circular teve por objectivo desviar do centro da cidade o trânsito cada vez mais intenso de camiões, sobretudo os que transportam resíduos para tratamento nas unidades instaladas na Carregueira, Chamusca. Esta decisão também foi um acto de coragem porque a autarquia não ficou à espera da construção do Itinerário Complementar nº3 (IC3) entre Almeirim e Vila Nova da Barquinha, que há mais de duas décadas que não passa de uma promessa. E foi o único município dos que são atravessados pela Nacional 118 a fazê-lo mesmo sem financiamento da União Europeia. Até agora, segundo o presidente da câmara, Pedro Ribeiro, a valores actuais, a circular representa um investimento de cerca de 10 milhões de euros.
Pedro Ribeiro explica que o município já tem o projecto feito para os troços que faltam. O autarca anuncia também que está em contactos com a Compal para avançar ainda este ano com o penúltimo troço, que atravessa a zona da empresa onde foram instalados painéis solares. Este troço vai ligar à Estrada Municipal 583 que será transformada, com o seu alargamento, no último troço da Avenida Professor José Sousa Gomes numa extensão de cerca de 800 metros.

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