Sociedade | 20-02-2024 07:00

Munícipes da Chamusca queixam-se da falta de acessibilidades por causa de obras que já deviam ter terminado

Munícipes da Chamusca queixam-se da falta de acessibilidades por causa de obras que já deviam ter terminado
Mãe que transportava o filho num carrinho de bebé teve de ser ajudada para conseguir sair do edifício da Segurança Social por não estarem acauteladas condições de mobilidade durante as obras. fotoDR

Obras de requalificação na vila da Chamusca estão a causar vários constrangimentos, nomeadamente relacionados com a falta de acessibilidade a serviços públicos. Presidente da câmara prometeu fim das obras em 2023, mas os trabalhos continuam.

As obras de requalificação urbana da Chamusca, duram há longos meses e que eram para estar prontas no final do ano passado, continuam a dar que falar pelas piores razões. Sónia Lucas, mãe de dois filhos, um deles com cinco meses, precisou de ir à delegação da Segurança Social da Chamusca, mas estava longe de imaginar a ginástica que teria de fazer para conseguir entrar com o carrinho de bebé dentro do edifício. “Tive que ser ajudada por pessoas. O meu filho entrou neste serviço porque consegui pegar o carrinho e, literalmente, atirei-o para dentro da Segurança Social. Mas para sair tive de pedir ajuda a uma cidadã que por ali passava. É impossível um carrinho de bebé passar ali. É lamentável que não seja assegurada a acessibilidade dos munícipes numa rua que, por acaso, tem dois serviços públicos”, lamenta em conversa com O MIRANTE.
Para Sónia Lucas a ida à Segurança Social foi uma verdadeira aventura. “Às vezes parece que vivemos num país de terceiro mundo. Será que os responsáveis pela obra, desde os técnicos aos autarcas do executivo, não têm sensibilidade para que seja garantido o mínimo de condições para as pessoas viverem, sem terem de estar constantemente a sofrer constrangimentos, nomeadamente para aqueles que se deslocam sobre rodas”, questiona em jeito de desabafo.
Numa publicação partilhada nas redes sociais, Sónia Lucas recebeu várias reacções a demonstrar solidariedade, assim como comentários de outras pessoas que enfrentaram os mesmos problemas naquele local. “Tu foste com um carrinho de bebé, esta semana fui com uma cadeira de rodas (…) No final ficará bonito, acredito, mas até lá é obrigação dos “fazedores” da obra acautelar para servir nos mínimos”, refere uma das munícipes. Lê-se noutro dos comentários que as obras para além de intermináveis têm causado bastantes constrangimentos. “Eu furei três pneus desde que comecei a circular no centro da vila para ir buscar a [minha filha] à escola. Anda-se a pé e mal, como será com um carrinho de bebé ou cadeiras de rodas”, lê-se.

Presidente da câmara faltou com a palavra

O presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado (PS), garantiu por várias vezes, em reuniões de autarcas, que as obras de requalificação da vila iriam estar prontas até 31 de Dezembro de 2023. A verdade é que os trabalhos estão longe de estar concluídos e os constrangimentos para a população continuam a ser muitos. Nas últimas sessões camarárias pouco ou nada se tem falado das obras de requalificação, pelo que ainda não se sabe de um novo prazo para a conclusão dos trabalhos.

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