Sociedade | 25-02-2024 12:00

Executivo da Golegã avança para tribunal por causa de obras no Equuspolis

Executivo da Golegã avança para tribunal por causa de obras no Equuspolis
António Camilo, presidente da Câmara da Golegã (ao centro) considera que a empreitada foi mal executada

O projecto do Jardim Equuspolis, na Golegã, previa uma ponte flutuante a atravessar a Lagoa da Alverca do Campo. A ponte ficou por construir e o actual executivo queixa-se de uma “empreitada mal executada” com materiais de fraca qualidade, tentando agora apurar responsabilidades.

A obra de reabilitação das margens da Lagoa da Alverca do Campo, que incluía a reabilitação do Jardim Equuspolis e a construção de uma ponte flutuante a ligar o jardim à outra margem (e que não chegou a ser construída), tem sido alvo de estudo pelo actual executivo da Golegã, liderado por António Camilo. A qualidade dos materiais também não corresponde ao contratado, segundo apurou O MIRANTE, embora o valor da empreitada, aprovada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo no âmbito da candidatura ao Plano de Regeneração Urbana (PARU), tenha sido pago na totalidade, cerca de 1,1 milhões de euros.
Ouvidos por O MIRANTE, o presidente da câmara, António Camilo, e o vice-presidente, Diogo Rosa, apontam para uma “empreitada mal executada” e para alterações ao projecto por parte do anterior executivo, presidido por José Veiga Maltez, quando a obra já ia atrasada. “No tempo do presidente Veiga Maltez houve uma série de alterações que foram feitas à obra que no nosso entender foram mal feitas, o que levou a que tenham sido entregues tardiamente ou que nunca tenham sido entregues”, explica Diogo Rosa, que dá o exemplo da qualidade e da própria composição dos materiais. O autarca acrescenta que na tomada de posse do actual executivo, em 2021, o bar situado no Equuspolis não foi entregue com equipamentos e canalização necessária.
Recorde-se que em Março de 2017 foi assinado o contrato relativo à obra de reabilitação das margens da Lagoa da Alverca do Campo pela mão do antigo presidente da câmara Rui Medinas. A segunda fase da intervenção ficou a cargo do executivo de Veiga Maltez que tomou posse em Outubro de 2017. “O anterior executivo lança as culpas para cima do anterior empreiteiro e o anterior empreiteiro para cima do anterior executivo”, lamenta Diogo Rosa. O actual vice-presidente da autarquia assegura não haver perigo para os utentes que frequentam o espaço. “A sugestão que temos é fazer algumas melhorias, inclusivamente no passadiço”, explica, acrescentando que entretanto foram concretizados dois campos de padel e está a ser contruído um parque de exercício ao ar-livre no Equuspolis, fruto de uma proposta apresentada e votada pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Golegã Azinhaga e Pombalinho, na Assembleia Jovem da Golegã. “Gostávamos que a ponte fosse construída porque existe potencial de aproveitamento da margem sul da lagoa para percursos pedestres e um circuito de manutenção enquadrado na envolvente da lagoa. Não existe justificação, não havia razões de segurança ou de indisponibilidade de materiais”, conclui.
Segundo o site da câmara, o objectivo da empreitada era a reabilitação e expansão de um equipamento público existente que se situa a pouca distância do centro da vila e pretende assumir-se como um pólo atractivo para a prática de manutenção física e desportiva juntamente com um estudo de arranjos exteriores que procuram dignificar aquela zona.

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