Sociedade | 26-02-2024 15:00

Centro Social da Carregueira vive pesadelo diário

Centro Social da Carregueira vive pesadelo diário
Horácio Ruivo, presidente da direcção do Centro de Apoio Social da Carregueira, lamenta apoios insuficientes da Câmara da Chamusca

Presidente da direcção do Centro de Apoio Social da Carregueira afirma a O MIRANTE que a instituição vive “um pesadelo diário”, mas que não vão baixar os braços. Reunião com Segurança Social e município da Chamusca foi uma mão cheia de nada.

A reunião que a direcção do Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC) teve com o director da Segurança Social de Santarém e com o executivo socialista da Câmara Municipal da Chamusca não surtiu o efeito desejado. O presidente da instituição, Horácio Ruivo, afirma a O MIRANTE que não houve abertura para qualquer apoio para além da candidatura ao Fundo de Socorro Social. “Estamos a preparar o pedido. Não é uma coisa que se faça de um dia para o outro. A Segurança Social comprometeu-se em dar o parecer favorável, embora saibamos que o apoio que advém deste fundo quase nunca é aquele que nós solicitamos e precisamos”, sublinha o dirigente.
Recorde-se que o CASC tem prejuízos todos os meses de milhares de euros, estando a actividade regular da IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) cada vez mais comprometida. O Centro de Apoio Social da Carregueira dá resposta a cerca de 150 utentes, em regime de residência, domicílio e centro-de-dia, e tem nos seus quadros cerca de 70 funcionários. Horácio Ruivo afirma que as dificuldades financeiras ainda não permitiram o pagamento do subsídio de Natal do ano passado. “A candidatura ao Fundo de Socorro Social é para pagar esse subsídio, o subsídio de férias e a alguns fornecedores. Vamos ver quanto nos vão conceder”, refere.
Horácio Ruivo diz que a direcção que preside não vai baixar os braços e que vai continuar a fazer tudo para manter a “máquina” em funcionamento, mesmo com a falta de apoios da autarquia. “Estamos a acumular dívidas, temos prestações bancárias em atraso. É um pesadelo diário, mas vamos continuar a trabalhar, embora com uma angústia terrível”, vinca.

Relação difícil com o município
A relação entre a direcção da instituição e o município continua a ser muito tumultuosa. Na sessão camarária de 6 de Fevereiro deste ano Cláudia Moreira, vice-presidente da autarquia, afirmou que o município solicitou ao presidente do CASC que enviasse dados factuais sobre as dificuldades principais da instituição uma vez que só têm “informação por alto”. “Até hoje nunca recebemos nada. Já pedimos vários dados para podermos ter noção das dificuldades, mas continuamos a zero”, disse. Horácio Ruivo reconhece que esse dossiê ainda não foi enviado porque está a fazer a recolha de informações, mas garante que o vão fazer. Ainda assim, não tem dúvidas de que não vai adiantar de nada. “Na reunião com a Segurança Social o presidente da câmara foi peremptório ao dizer que não apoia a instituição para além do que é normal, nomeadamente com a comparticipação na compra de equipamentos ou na realização de obras. Como não temos dinheiro para nada disso sabemos que não vai haver apoio”, sublinha, lamentando o facto de nunca ter estado em cima da mesa levar o problema da instituição à assembleia municipal para os deputados poderem deliberar um apoio extraordinário para o Centro de Apoio Social da Carregueira.
Os conflitos entre o CASC e a Câmara Municipal da Chamusca também já chegou aos tribunais num processo que tem como principal causa, entre outras razões, as obras realizadas na ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) e as contrapartidas financeiras pela instalação de empresas no Eco Parque do Relvão.

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